Dirigente e um dos grandes acionistas do Queen's Park Rangers (QPR), o italiano Flavio Briatore terá que aguardar mais alguns dias a resolução do julgamento justamente sobre sua condição no clube inglês. Isso porque a Football League, que comanda as divisões inferiores da Inglaterra, adiou a audiência do ex-chefão da Renault.
A entidade tem em seu estatuto que os dirigentes e proprietários dos clubes ingleses terem "ficha limpa", e não podem ter sido afastados do futebol ou qualquer outro esporte. Como Briatore foi banido da Fórmula 1 após ser considerado responsável pelo escândalo envolvendo uma batida proposital de Nelsinho Piquet no GP de Cingapura, favorecendo assim o companheiro de equipe Fernando Alonso, sua situação no QPR seria julgada nesta quinta-feira.
Mas, por meio de nota oficial, a Football League postergou o julgamento, "Depois de considerar todas as informações contidas no dossiê, e a fim de dar sequência ao processo, nossa diretoria interrogará o senhor Briatore antes de fazer qualquer tipo de julgamento ou comentário", informou o comunicado.
Além de Briatore, diretor do conselho deliberativo e dono da QPR Holdings, que controla as finanças do clube, o Queen Park Rangers também tem o indiano Lakshmi Mittal, empresário ligado ao segmento do aço, e Bernie Ecclestone, dono dos direitos comerciais da Fórmula 1, como acionistas.
