Uma simples abelha fez o zagueiro Fabio Cannavaro passar por maus bocados nas últimas semanas. Após ser picado pelo inseto, o defensor teve que usar um remédio antialérgico com cortisona, substância acusada em um exame antidoping realizado pouco depois. Após esclarecer os fatos, o jogador da Juventus se mostrou muito irritado com a repercussão do fato.
"Estou de saco cheio. Se não entenderam, repito: estou de saco cheio", desabafou o zagueiro. "Tenho a consciência tranquila. Você é picado por uma abelha e se encontra nos jornais como se fosse um dopado. Quando aconteceu, parecia que estava sonhando. Alguns jornais e televisões exageraram".
Como o exame de Cannavaro acusou o uso da substância e a história ainda não havia sido explicada, toda a imprensa mundial e o Comitê Olímpico Italiano (Coni) foram prontamente contra o zagueiro, que elucidou os fatos provando sua inocência. O caso já foi arquivado pela entidade.
Picado por uma abelha, Cannavaro precisou tomar um antialérgico que continha cortisona, com o intuito de evitar um choque anafilático (obstrução das vias respiratórias, pode até levar à morte). Com isso, a Juventus pediu ao Comitê Olímpico Italiano a isenção do exame antidoping, mas a carta nunca foi entregue devido a um mal-entendido.
"É a segunda vez que encontro gratuitamente no jornal histórias do tipo", concluiu o zagueiro, lembrando uma ocasião, quando, em 1999, Cannavaro foi filmado injetando o cardiotônico Neoton, na época liberado pelas leis antidoping, direto em suas veias na final da Copa da Uefa, em Moscou. "Daquela vez cometi um erro ao me deixar filmar, apesar de a substância não ser proibida", disse.
"Desta vez houve o erro da Juventus, mas tudo me pareceu exagerado. Espero que esta dúvida não me siga além de hoje, minha carreira foi exemplar e dentro do respeito às regras", concluiu o jogador, visivelmente irritado.
