A Federação de Futebol do Mato Grosso do Sul fez a propaganda, mas ainda não conseguiu apagar todas as falhas do estádio Pedro Pedrossian, o Morenão, dois dias antes da partida entre Brasil e Venezuela, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Mesmo com o investimento de quase R$ 700 mil em reformas, o local exibe problemas.
Área em que a maioria do público ficará alojada, as arquibancadas passam o claro aspecto de estarem envelhecidas. Por baixo das instalações, é possível perceber até infiltrações, sem falar no grande número de fios elétricos enrolados e espalhados pelo estádio sem muita explicação.
O que também chamou a atenção nesta segunda-feira foi o buraco logo abaixo da arquibancada que tem acesso pelo portão 20. Do lado, ficaram estacionados um carrinho e ferramentas que devem ser usados para esconder o defeito.
"Esse buraco só é feito para guardarmos os materiais que sobram da reforma. Será tapado. Sabe como é, estádio velho não tem salas disponíveis para isso", reconheceu o vice-presidente da Federação do Mato Grosso do Sul, Marco Antônio Tavares.
Na parte de cima das arquibancadas, uma grade para divisão do público foi removida, mas permanecia abandonada. "Tivemos que tirá-la porque a arquibancada coberta e descoberta terão o mesmo preço, farão parte do mesmo setor", justificou Marco Antônio Tavares.
A chuva também mostrou outra imperfeição do Morenão, estádio inaugurado em 1971 e que chegou a ser interditado em 2008. A região de escape do gramado é feita de uma terra que não tem poder de absorver a água. No treino desta segunda-feira, a região virou um verdadeiro barro.
"A partir de amanhã (terça-feira), vamos jogar uma camada de pedras para tentar minimizar o problema. Não vai resolver totalmente, podemos sofrer em caso de chuva muito forte", admitiu Marco Antônio Tavares.
Para completar, canos e sacos de areia estavam simplesmente jogados ao redor do campo. Os organizadores justificam que ainda correm contra o tempo para que o estádio esteja em condições de deixar uma boa impressão na quarta-feira.
