Pior classificada em todos os quesitos (entre os quatro que obtiveram vaga para o Mundial da FIFA), a Argentina concluiu, entre lágrimas de alegria e ofensas partidas da necessidade de achar alguém culpado para que seu técnico pudesse dar um arremedo de satisfação a seu povo. E sobrou para os de sempre: os sérios e altamente profissionais da imprensa.
Pior em pontos obtidos (28, enquanto Brasil fez 34, e Paraguai e Chile, 33), foi a equipe que obteve menos vitórias - 8, contra 9 brasileiras e 10 de chilenos e paraguaios. No item empates, depois dos 7 brasileiros, logrou sua única vantagem - 4, contra 3 e 3 de andinos e guaranis.
Mais vezes derrotada - meia dúzia - enquanto Chilenos e Paraguaios caíram 5 vezes e a seleção brasileira, só 2. A equipe de Maradona foi de novo a mais fraca nos gols feitos, porque apenas 23, contra 32 do Chile, 24 do Paraguai e a elevadíssima totalização brasileira, com 33.
Gols contra, tomou a brincadeira de 20 deles, enquanto 22 vezes meteram bolas no gol dos chilenos, 16 no dos paraguaios e apenas 11 no brasileiro. Por último, o saldo de gols dos quatro: Uma "chuva" de 22 tentos brasileiros, bem menos o Chile com 10, Uruguai, com 8 e Argentina com parcos 3.
Agora tudo isso significa o quê? Que a equipe de Dieguito se classificou na chamada "bacia das almas". Então, cabe perguntar ao destemperado treinador que foi bafejado pela sorte de um golzinho: onde jogaram feio os críticos e quase tiraram o time azul-branco da Copa?
Quando foi que não espelharam nada além da imagem irretocável de um futebol pobre posto em campo por Maradona?
