O ex-chefe de equipe da Renault, Flávio Briatore, anunciou neste domingo que tentará reverter a decisão da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) que o baniu da Fórmula-1 após o escândalo do Grande Prêmio de Cingapura da temporada passada. Para isso, o italiano entrará com uma ação na Justiça comum francesa.
"A decisão é um absurdo legal e tenho confiança total que os tribunais franceses resolverão a questão com justiça e imparcialidade", afirmou Briatore por meio de um comunicado. "A FIA foi usada como ferramenta de vingança em benefício de um homem", completou referindo-se a Max Mosley, presidente da entidade.
Briatore deve alegar que não teve direito a uma defesa livre e que a decisão não foi tomada por um juiz imparcial e, sim, por Mosley. Outro ponto criticado pelo italiano é o fato de que a punição da FIA é por tempo indeterminado, o que fere as resoluções do Tribunal Europeu de Direitos Humanos.
Além da possibilidade de voltar à Fórmula-1 Briatore também entrará com uma ação por danos morais, em que pede indenização de aproximadamente € 1 milhão.
