Que braço de ferro esse, entre Corinthians e Boca Juniors!
A sensação otimista do Timão de que chegue lá e feche negócio, de que Juan Roman Riquelme venha a ser seu jogador em 2010, é contraditada pelo clube da Bombonera.
Mas tudo segue em ritmo cuidadoso. Um lado e outro não arrojam nada e se respeitam no que venha a acontecer no dia em que o alvi-negro realmente mande a Buenos Aires seu enviado com poderes para perguntar firme o quanto custaria a saída (para os argentinos impossível) de sua maior estrela em seu território.
Portanto, é verdadeiro que Andrés Sanchez quer muito mais esse galáctico. Mas não é menos real que o Boca (que detém em Riquelme um craque que oferece seu futebol de graça, temporariamente, tal seu prazer em atuar no mais famoso clube de seu país) buscará todos os recursos possíveis e impossíveis, mesmo tornando público que não teria como superar a soma já antecipada pelo quase centenário clube brasileiro.
Lendo o que publicam os grandes jornais portenhos, percebe-se que há dificuldades superiores à questão financeira: Riquelme é apaixonado pelo seu time. E, acima disso, Carlos Bianchi (hoje supervisor do clube) também lutará muito para que o craque fique por lá.
Problema a se analisar, menos preocupante, entretanto, é que Riquelme enfrenta, neste momento, absoluta falta de condições de jogo, com dores na planta do pé direito. Coisa que o afastará dos gramados, possivelmente, até dezembro.
No cenário dessa disputa fora dos gramados, a temperatura vai aquecendo. Até o momento em que surjam labaredas de ofertas e contra-ofertas para alinhar Roman ao lado de Ronaldo. Ou não...
