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Colunistas - (08/12/2009 13h47min01 )

Cadê o prêmio de "fora de série" para a Fiel torcida?


São Paulo (SP)

Uma vez o empresário Marcos Lázaro disse para Roberto Avallone: "Todo cantor ou cantora quer ser Elis Regina ou Roberto Carlos. Isso é impossível. Eles são únicos". O finado homem do show business tinha razão. O mesmo se aplica para as torcidas. Nada se compara à Fiel. "Todo time tem uma torcida. No Corinthians, é a torcida que tem um time", emendou José Roberto de Aquino, outro que já passou para o lado de lá, mas deixou saudade e sabedoria.

A Fiel foi de novo responsável pelas conquistas do Paulistão (de forma invicta) e da Copa BR. Na verdade, depois de bater muito a cabeça, os corintianos amadureceram. Deixaram a violência de lado e a substituíram pelo amor ao clube. Nada de invadir campo, se atracar com a Polícia Militar, fazer emboscadas para jogadores, como fizeram coritibanos, palmeirense, santistas e outros primatas das arquibancadas.

A Fiel é a única a ter consciência do papel social e psicológico dela mesma no cenário político-nacional da bola verde-amarela. Timão faturou dois títulos e nada de exageros na comemoração, o que não aconteceu nem com os rubro-negros no Rio de Janeiro, por exemplo. Teve até morte por lá.

E as torcidas tricolores, as do Fluminense e do São Paulo? O Tricolor paulista se esforça, mas os simpatizantes têm sangue de barata. No Rio, os Zé Manés viveram três meses de "Corinthians". Foram fiéis até a morte e salvaram o time do rebaixamento, ao lado do técnico Cuca e do bom jogador Fred. Mas acabou. Foi um breve lampejo e um abraço. Parabéns!

A maturidade chegou na hora certa. Existe um cheiro de grandes conquistas no ar. O que também não fará a menor diferença. Basta o Timão jogar as competições de 2010 com raça, garra e espírito de luta, o mínimo exigido pela Fiel no decorrer da história de um amor eterno, nascido das dificuldades da vida e da bola.

E tenho dito!




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