Mesmo sem ter faturado nenhum título desde a criação dos pontos corridos, tanto Inter como Grêmio têm o que comemorar na "nova era" do Campeonato Brasileiro. Isso porque, de acordo com um estudo da Crowe Horwath RCS, foram os dois clubes gaúchos os que mais cresceram desde 2003, data em que a nova forma de disputa entrou em vigor.
Embora todos os clubes tenham se beneficiado do modelo, vendo sua receita (em geral, somada) aumentar em 115%, indo para R$ 1,7 bilhão, o avanço percentual nos times do Rio Grande do Sul é bem maior.
O Internacional cresceu nada menos de 360% - de R$ 30 milhões para R$ 142 milhões, enquanto o Grêmio teve um salto de 301%, passando de R$ 24,6 milhões para R$ 99 milhões.
"O Inter tem a segunda maior receita do futebol brasileiro, atrás apenas do São Paulo. O Grêmio é o sexto, mas está à frente, por exemplo, dos dois maiores clubes de Minas Gerais e de três dos quatro grandes do Rio de Janeiro", afirmou Amir Somoggi, diretor da divisão de esporte da empresa de auditoria e consultoria Crowe Horwath RCS, autora do estudo.
De acordo com Somoggi, o que 'puxa' este desenvolvimento além da média é o projeto de sócio-torcedor. Enquanto o Colorado já bateu a meta dos 100 mil sócios, no maior programa do país, o Tricolor Gaúcho tem cerca de 53 mil adeptos participantes. "É a fidelização do cliente. Com a consolidação do campeonato por pontos corridos, a bilheteria ganhou importância na receita dos clubes. Se em 2003 ela representava 7% do total arrecadado, hoje este número já atinge 11%", explicou.
