Com a praga dos empresários disseminada no futebol brasileiro, a coisa mais normal no Brasil é um garoto de bom nível jogar, no máximo, três anos no nosso país. Foi assim com Alexandre Pato, Kaká, Robinho, Diego, etc.
Sendo assim, as atrações não estão saindo de baixo para cima e sim, ao contrário. Aqueles que rodaram pelo mundo, com sucesso ou sem ele, estão retornando mais cedo. Alex Silva, o Pirulito, é o caso mais recente. Adriano já voltou há algum tempo, enquanto outros, que não tiveram problemas lá fora, estão aí apenas para curtir um pouco mais o nosso futebol, casos de Ronaldo, que saiu jovem e com poucas conquistas e de Roberto Carlos, esse sim, tendo mostrado bastante o seu talento entre nós antes de conquistar a Europa.
É uma outra maneira de se ver o futebol. Nesse momento onde a força e velocidade são geradas nas equipes de base, temos os velhinhos, remoçando a técnica nos gramados. É uma alegria ver Neymar e Paulo Henrique Ganso, super cobiçados, aprendendo com o vovô Giovanni. Ou a molecada do Corinthians fazendo reverencias aos seus companheiros, antes de jogos de video games, agora dentro dos estádios.
Espero que eles devolvam aos novatos o carinho pelo esmero na forma de atuar. É gostoso ver os meninos rápidos, fortes, lutando num ritmo inimaginável anos atrás. Porém, uma "matada" diferente, um três dedos e um carinho no passe, também trazem prazer aos amantes do mundo da bola.
Bem-vindos velhinhos. Que outros clubes possam repatriá-los em número cada vez maior e o quanto antes. A arte, somada à velocidade e à força, poderá deixar nossos campeonatos com esquemas modernos, mas também com um ar nostágico, que está sumindo nas escolinhas de futebol.
