Como jogador de futebol, nada contra. É rápido, driblador e artilheiro. Tem um toque sutíl e mortal na hora de finalizar. O problema de Robinho, do Manchester City, está fora de campo, longe das quatro linhas. Tem uma vida particular, familiar, complicada e ganhou fama de irresponsável, baladeiro e preguiçoso, não gosta de treinar. Por isso mesmo, de um tempo para cá, passou a ser um jogador individualista demais, o chamado fominha.
Pega a bola e quer passar por todo mundo. Claro que geralmente quebra a cara e ganha a antipatia de todos treinadores. No City era banco e olhe lá. Nem ao lado de Carlitos Tevez conseguiu atuar. Só que o rapaz está supervalorizado. Ganha 750 mil euros por mês, quase R$ 2,4 milhões, grana para ninguém botar defeito. O Peixe não tem isso para pagá-lo. Dirigentes lutam para armar um esquema parecido com o feito pelo Corinthians com Ronaldo.
Tudo bem que o Santos perdeu do Mogi Mirim e Robinho se ofereceu. Mas o Peixe poderá pagar caro pela "oportunidade" que, na verdade, pode ser o princípio do fim. Robinho, infelizmente, não é um agregador, um ponto positivo para o grupo. Ao contrário, pode colocar por terra todo o esforço de Dorival Junior até agora.
É bom lembrar que Robinho e Santos são sinônimo de confusão. Sequestro da mãe do jogador estaria ligado a problemas do filho com um ex-amigo de infância, Alemão, conhecido líder do crime organizado e comandante de tráfico de drogas na Baixada. Como é que fica essa história?
Já o atual time do Peixe tem um futebol vistoso e alegre. Porém, nada competitivo. Para se acertar, não precisa de Robinho e sim de padrão de jogo enquadrado dentro da necessidade da equipe. O que parece ser uma solução, tem tudo para se transformar em um grande problema. É a chamada sarna para se coçar.
E tenho dito!
