O experiente piloto Pedro de la Rosa, de volta ao grid da Fórmula 1 depois de ser contratado pela Sauber, demonstrou ansiedade com o retorno e tranquilidade quando questionado pela falta de ritmo.
O espanhol, prestes a completar 40 anos, era piloto de testes da McLaren há sete anos e não compete uma corrida desde 2006, quando substituiu, em oito circuitos, o colombiano Juan Pablo Montoya.
"Estou muito animado com esta oportunidade, não apenas porque é um retorno, mas também porque é uma grande equipe. Estou numa fase mais madura e só prometo trabalho. Quanto à 'ferrugem', nunca pensei nisso. Aconteceu a mesma coisa em 2006 e mostrei bons resultados" disse o espanhol que, na oportunidade, conseguiu chegar em 2º lugar no GP da Hungria.
Com o novo regulamento, que proibiu os testes durante a temporada, a profissão de piloto de testes perdeu ligeiramente importância. Assim, de la Rosa relatou que sua volta ás pistas não poderia ser em melhor hora.
"A Mclaren sempre foi muito honesta comigo. Mas, ser piloto de testes era um pouco constrangedor pra mim. Não pilotar um carro por tanto tempo era difícil psicologicamente porque eu não estava fazendo o que eu mais sei. Era a hora de voltar. Além do mais, com o novo regulamento, não há nenhuma importância em ser piloto de testes", confidenciou o piloto.
De la Rosa pilotará o C-29, novo bólido da Sauber, apresentado neste domingo, e terá como companheiro de equipe o japonês Kamui Kobayashi. A estreia com o carro será nesta segunda-feira nos treinos coletivos em Valência.
