Obrigada a alterar o local de treinamento para São Caetano do Sul em novembro do ano passado, devido ao fechamento do Estádio Constâncio Vaz Guimarães para obras, Fabiana Murer inicialmente não gostou de ter que treinar diariamente em São Caetano. "Quando treinava em dois períodos, gastava mais de duas horas no trânsito", conta a atleta, que mora na região do Ibirapuera e ia a pé para o antigo local de treinamentos.
| INSIBAYEVA NO BRASIL |
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Amiga da recordista mundial e campeã olímpica do salto com vara, Yelena Insibayeva, Fabiana Murer revela que a russa não esconde a intenção de conhecer o Brasil em breve. "Ela morre de vontade de passear aqui, mas acabou que nunca deu certo de ela vir. Estou tentando convencê-la", sorri Fabiana, que pretende levar estrela às praias, especialmente Fernando de Noronha. "Ela adora golfinho", justifica. Enquanto a visita ilustre não acontece, Fabiana fala com saudades do local onde Insibayeva treina, em Formia (Itália) - a brasileira costuma passar um mês por temporada lá. "É um excelentre lugar, com alojamento e restaurante. Isso te dá uma maior tranquilidade para estar só trabalhando", afirma. |
Três meses depois, porém, a opinião da saltadora mudou. "Aos poucos eu fui me adaptando e conseguimos ajeitar tudo. Até gostei bastante de treinar aqui porque a pista está melhor do que onde eu treinava", destaca Fabiana, que agora também consegue trabalhar melhor a velocidade, uma vez que as más condições do Constâncio Vaz não a permitiam nem correr de sapatilha na pista. "Usávamos uma grama sintética, mas ela é muito macia. Não é a mesma coisa de treinar em uma pista boa", observa.
Ressecada por falta de manutenção, a pista do Ibirapuera está dura, aumentando o risco de lesões nos atletas que se arriscam a permanecer ali, caso do time de saltadores treinado por Nélio Moura. "Estava com dores nos dois tendões", conta Murer, que nesta quarta-feira embarca para a circuito indoor, cujo auge será o Mundial do Catar, a partir de 12 de março.
Na volta, Fabiana pretende permanecer no Grande ABC, apesar de as condições no Clube São José ainda estarem longe das ideais. "Pedimos para a BM&FBovespa um lugar para os atletas descansarem", comentou a atleta, que dorme em uma cama elástica na sala de musculação quando precisa permanecer longos períodos no local. "Reformar ainda leva um tempo, mas em relação ao meu treino não tive problema nenhum", assegura.
