O técnico Mano Menezes não pratica o futebol competição no Corinthians, como alguns coleguinhas gostam de defender, até citando números e estatísticas. O cara é retranqueiro mesmo. Na derrota para a Ponte Preta por 2 a 1, se defendeu com oito (os quatro da zaga, dois volante, mais Danilo e Boquita recuados). E para que tanto cuidado? Nem ele sabe explicar, na verdade.
E Iarley tentanto fazer o chamado pivô? Ficou claro que não sabe jogar de costas para o gol, além de ser individualista demais. Prende a bola e não solta, mas também não consegue concluir a gol. Ele é bom de segundo atacante de frente para o gol adversário.
Pior de tudo foi ver o Mano dando bronca no volante Jucilei. Ele foi o único que chutou a gol durante os noventa minutos. O que fez o Mano? Mandou o Grandão recuar e ficar na marcação. Mais um pouco e multava o jogador em 20% dos salários. Absurdo!
O maior pecado de Mano, porém, foi deixar o veteraníssimo Finazzi livre, leve e solto. Entre eles já existia uma rixa antiga. Além disso, Mano deveria lembrar que Finazzi jogou no Corinthians, sabe os atalhos do gol e manja as virtudes e os defeitos da zaga. Se prender a bola dentro da área, leva pênalti. Se jogar nas costas de William, marca.
Um show de erros que levou o Timão a perder a invencibilidade de 28 jogos no Paulistão. E de bobeira.
Resumo da ópera: Timão na retranca contra todo mundo é sinal de incompetência de quem arma a equipe.
E tenho dito!
