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Colunistas - (09/02/2010 10h37min15 )

Punição de Roberto Carlos depõe contra arbitragem brasileira


São Paulo (SP)

O Brasil é pentacampeão do mundo. Se não fosse o apito, tradicional e sempre corrupto, já poderia ter conquistado pelos menos mais três títulos. Estaríamos à beira da conquista do Octa, no mínimo. A punição estabelecida pelo Tribunal de Justiça Desportiva para o lateral-esquerdo Roberto Carlos foi absurda. Na Europa, a entrada do jogador seria punida com cartão amarelo, no máximo. Aqui, o rapaz pegou dois jogos de suspensão.

E os jogadores ficam espertos e criam 'vacinas', de um campeonato para o outro. Quer dizer, os critérios de arbitragens são uns nos campeonatos Paulistas, Cariocas, Gaúchos e Mineiros, outros no Brasileirão e completamente diferente nas disputas sul-americanas, no caso da Libertadores e da Copa Sul-Americana.

Por que não padronizar o apito? Mas isso seria simples demais, óbvio ululante, como diria Nélson Rodrigues. E para que facilitar se você pode complicar. Como vender facilidades se não houver dificuldades. É a velha e boa política da corrupção pública, que envolve o futebol, patrimônio da cultura nacional, deixando teatro, cinema e TV bem para trás.

Tudo que envolve futebol cresce e aparece. Tem político que torce para o Ameriquinha no Rio e diz ser flamenguista. Em São Paulo, o cara é palmeirense e jura ser corintiano desde criancinha. Pior é que o povo, na hora do voto, cai como um patinho na armadilha dos espertalhões.

E assim caminha a mediocridade...

 




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