Apresentando a mais nova emenda de uma série de proposições de mudanças para a FIA, o presidente da entidade Jean Todt pretende implementar a necessidade de uma licença para a direção de equipes automobilísticas.
A ideia vem para ser posta em prática após o problema em que se envolveu o italiano Flavio Briatore, pela Renault, com o piloto brasileiro Nelsinho Piquet. Briatore e o engenheiro-chefe Pat Symonds chegaram a ser banidos do automobilismo pela corte francesa. A medida deve ser tomada como uma resposta a esse banimento, como afirmou Todt.
"O Tribunal em Grande Instância decidiu que estava errado sobre a forma, não a substância. Houve um fato incontestável, mas não haviam provas. Assim, vou propor que os dirigentes, também, tenham uma licença", ponderou.
Todt revelou que não quer se 'perpetuar' no cargo, como o seu antecessor, Max Mosley, fez anteriormente. "Ele é um amigo", revelou o atual presidente. "Mas enquanto inimigo fez um grande trabalho para a segurança: não tivemos nenhuma morte desde a de (Ayrton) Senna, em 1994, e (Felipe) Massa já voltou a correr", afirmou.
O ex-chefe da Ferrari explicou seu argumento. "Todos têm seu próprio estilo. 16 anos no cargo é tempo demais, é loucura. Não, eu farei apenas um mandato, do contrário não terei tempo para fazer outras coisas mais", concluiu Jean Todt.
