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Colunistas - (16/02/2010 20h44min06 - Atualizado 16/02/2010 21h40min09 )

Gaviões da Fiel protagoniza violência nas ruas


São Paulo (SP)

A apuração das escolas de samba em São Paulo foi marcada por cenas de selvageria protagonizadas por integrantes da torcida Gaviões da Fiel. Este foi um pequeno aperitivo do que poderá acontecer caso o Corinthians não vença a Copa Libertadores no ano em que completa o seu centenário. O Corinthians vive um inferno emocional dos mais agudos e a expectativa de cada corintiano neste planeta é que, no mínimo, o time vença tudo o que disputar em 2010. Inclusive o Carnaval.

Este descontrole deve ser mais bem considerado pela polícia militar, dirigentes, técnico, comissão técnica e atletas. O risco iminente de ocorrer uma catástrofe de proporções semelhantes àquela quando o time foi eliminado pelo River no Pacaembu aumenta a responsabilidade de toda direção do clube e a dedicação e empenho de todo o grupo de jogadores. A equipe alvinegra montou um esquadrão para lutar com propriedade nos campeonatos que irá disputar neste ano. No entanto, ninguém pode garantir que as vitórias virão. É preciso calma e sobriedade.

Na parte emocional - pelo visto, nada será feito junto aos atletas. O treinador, mais uma vez, dará uma de "psicólogo". Não preciso dizer mais nada, certo?

Carnaval não combina com torcidas organizadas

Há muito tempo que bato nesta tecla: torcida organizada não combina com Carnaval. Até porque, qualquer motivo basta para eclodir a velha e conhecida violência que assombra as praças esportivas, matando pessoas inocentes e que apreciam esta festa assim como uma boa partida de futebol.

O que ainda falta acontecer? Fazermos uma propaganda para que todos deixem de comparecer também aos desfiles por conta da selvageria de minorias que tomam conta dos eventos? Onde está a polícia? E os direitos e segurança dos cidadãos? Quanto absurdo!

Carnaval e futebol é terra de gente vendida?

Não sei responder. No entanto, nada justifica as cenas lamentáveis de violência neste final de feriado. Muitos integrantes das escolas de samba reclamaram e acusaram jurados de serem influenciados por presidentes de clubes.

Se isso é verdade, ninguém pode comprovar. No futebol é a mesma coisa: árbitros que teoricamente favorecem equipes, dirigentes que protegem clubes, julgamentos de atletas que são, no mínimo, estranhos de serem compreendidos e por aí vai. E nem por isso a barbárie deve ser criada ou tolerada. Para isso, há órgãos competentes que existem para nos trazer algumas respostas.

O povo (ou boa parte dele) parece que ainda vive nos tempos da "justiça com as próprias mãos". Isso não leva a nada. Aliás, reforça apenas a fome e a avidez de boa parte da mídia e dos políticos que - estes sim - repousam na falta de autoestima da população que aceita esta situação e, aparentemente, não demonstra forças para reagir.

Aí, amigos, é "pão e circo" e ponto final.

Bem vindos ao Brasil - país que começa depois do carnaval!

Mais sobre a Psicologia do Esporte: acesse www.ceppe.com.br




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