Para a partida contra o Democrata, no sábado, quando o Atlético-MG venceu por 1 a 0, no Mineirão, pelo Campeonato Mineiro, o técnico Wanderley Luxemburgo mudou o esquema da equipe alvinegra, passando do 4-3-3 para o 4-4-2. A alteração aconteceu mais por circunstância de lesão do que por opção do treinador.
Nos jogos anteriores, o Galo vinha atuando com Muriqui, Obina e Diego Tardelli no ataque, mas para o jogo contra o Democrata, Luxemburgo preferiu colocar o meia Renan Oliveira no lugar de Tardelli, que está contundido. O treinador tinha uma outra opção: manter o esquema com três homens de frente, escalando o experiente atacante Marques, de 37 anos. O treinador explicou o motivo que o levou a começar com Renan Oliveira no time principal.
"Uma coisa é você jogar com o Tardelli e a outra é entrar com o Marques como terceiro atacante. O Tardelli tem a característica de voltar, de vir pegar a bola no meio junto com o Muriqui. O Marques é um jogador que só joga ali na frente, é uma formação com três atacantes diferente. Pode ser usado dentro do jogo e não iniciando. Comecei com o Renan (Oliveira) porque eu queria congestionar o meio junto com o time deles, e a característica do Marques é mais para frente, até pela idade dele, da condição física que não é mais daquele garoto", esclareceu.
Tardelli ficará afastado por duas semanas tratando do estiramento muscular grau 1 na região posterior da coxa esquerda. Outro titular que também está no departamento médico é o volante Correa, que sofreu um estiramento muscular grau 2 na região posterior da coxa direita, o que irá deixá-lo fora dos gramados por três semanas.
No jogo contra o Democrata, Luxemburgo voltou à formação com três atacantes aos 15 minutos do segundo tempo, quando colocou Marques no lugar de Renan Oliveira. Na primeira participação do atacante, o Atlético fez o único gol do jogo, com o lateral esquerdo Junior, após cruzamento de Marques.
O treinador elogiou a presença do atacante. "O Marques talvez não consiga jogar 90 minutos com a mesma intensidade que jogava antigamente, mas 30 minutos, de repente, você usa o cara e ele consegue resolver", destacou.
Jogando com dois atacantes no primeiro tempo e no começo do segundo, o Atlético criou poucas oportunidades porque Muriqui e Obina foram bem marcados. O último jogou muito pelo lado esquerdo, não centralizado, como é sua função na equipe alvinegra. Luxemburgo não gostou do posicionamento de Obina.
"Não foi pedido meu. Ele buscou aquele lado porque ficou mais confortável. Só que não era isso que ele tinha que fazer, ele tinha que vim para o homem da sobra e abrir espaço do lado do campo para a passagem do Ricardinho e do Junior. Eu falei para ele vim para dentro, em cima do zagueiro que estava fazendo a sobra e ele ficou do lado do campo. Um marcava o Muriqui, o outro marcava o Obina, e aí ficou fácil para fazer a marcação", observou.
O centroavante Obina, que já marcou nove gols em seis jogos com a camisa do Atlético, elogiou a postura dos adversários. "A gente tem que valorizar também a qualidade da equipe do Democrata, que defendeu muito bem, e a oportunidade que a gente teve fez o gol, e isso foi o mais importante", afirmou.
