O ataque colorado ainda não flui com a leveza que se espera. Sem um parceiro ideal para Alecsandro, o sistema ofensivo do Internacional não funciona em perfeita sintonia. Na outra ponta do time de Jorge Fossati tudo vai bem. A defesa, sempre composta com três zagueiros, se mostra segura. É a menos vazada do Campeonato Gaúcho. Mesmo que o setor não seja infalível, é o que menos preocupa no momento, mesmo tendo Bolívar e Fabiano Eller lesionados.
Para enfrentar o Deportivo Quito, pela Copa Libertadores, o treinador reforçou um pouco mais a defesa. Menos apoiador, Bruno Silva ganhou o lugar de Nei na ala direita. A intenção é aumentar a estatura do time, visando, sobretudo, as bolas paradas. Mesmo atuando na altitude e reforçando a marcação, o espírito é para vencer.
"O que não serve é começar pensando em empatar. É uma mentalidade errada. Tem que ter inteligência suficiente para ver que se não dá mais para vencer e, se tiver que se fechar no segundo tempo, a gente se fecha", comentou o uruguaio.
Isso não significa uma postura ofensiva, em que o Internacional vá propor o jogo. A equipe entrará em campo precavida, sem se arriscar muito. "Pode-se jogar dez metros adiantado ou dez metros recuado, mas sempre pensando em ganhar", ponderou Fossati.
Os colorados esperam receber uma pressão desde os primeiros minutos do confronto desta quinta-feira. A má fase vivida pelo Deportivo Quito, apenas 11º colocado no Campeonato Equatoriano, é vista como um motivo a mais para os equatorianos darem sangue nesta noite.
