Dado como 'morto' no Campeonato Paulista ou como virtual rebaixado para a Série A-2 em 2010, o Paulista de Jundiaí alcançou, diante dos postulantes às semifinais Botafogo e Corinthians o que poucos acreditavam: vitórias.
Após bater o tricolor de Ribeirão Preto, em casa, e o Alvinegro do Parque São Jorge, em Barueri, ambos por 1 a 0, e melhorar sua posição na tábua classificatória - é o primeiro integrante da zona de rebaixamento, apenas um ponto atrás do Mirassol -, o Galo da Japi revelou um dos segredos de sua recuperação: a hipnose.
"Não existe mágica. O objetivo do trabalho é fazer com que os jogadores acreditem no seu potencial e no poder da superação. E isso está acontecendo. O grupo recuperou a auto-estima e se fortaleceu mentalmente. E vamos continuar assim até o final", avisou o hipnólogo Olimar Tesser, contratado para reforçar a comissão técnica do time de Jundiaí nas últimas semanas.
Depois de fazer os atletas do elenco andarem sobre um tapete de vidro para "mostrar que podem superar obstáculos e enfrentar os medos", Tesser está confiante em ver a equipe jundiaíense galgar rapidamente um lugar fora do grupo ameaçado pela queda.
A missão da equipe nas três rodadas finais, aparentemente, não é das mais difíceis. O Paulista terá pela frente o Rio Branco, penúltimo colocado, em casa, o Sertãozinho, atual lanterna, fora, e o Palmeiras, em crise, na rodada final, no Jayme Cintra.
