Porque a CBF resolveu dar a Taça das Bolinhas para o São Paulo? É um intrigante mistério que precisaremos de alguns dias para descobrir. Claro que não foi uma simples decisão do "departamento jurídico" como o anúncio oficial contou. Essa definição já poderia ter ocorrido, se fosse movida por sinceridade, há bons anos.
Mas veio logo após uma rara derrota do grupo de Ricardo Teixeira, com a permanência de Fábio Koff na presidência do Grupo dos 13, quando tanto São Paulo como Flamengo "ousaram" contrariar o Rei Ricardo.
A Taça das Bolinhas já dormia seu sono eterno num porão qualquer da sede da CBF, quando foi acordada e recolocada na praça da politicagem. Votar em Kleber Leite significou ser chamado à corte e, não votar, o risco de retaliações. Creio que elas virão fortemente.
Virou um jogo de xadrez e cada peça movimentada sempre visará algo maior lá na frente. O sonho de Teixeira é a Fifa, mas sem perder o poder em casa. Com Kleber no Grupo dos 13, o projeto seguinte colocaria, ou colocará, Marco Polo Del Nero na Conmebol, Marcelo Campos Pinto, executivo da Globo, na CBF e tudo estaria ou estará "dominado". Todos os direitos de televisão do futebol na America do Sul e na Copa do Mundo passariam por homens do atual presidente da CBF.
O projeto foi colocado na rua, mas 12 clubes frustraram o sonho, pelo menos por enquanto. Só que, com a ambição desmedida deles, não creio que isso fique barato.
E as peças começaram a ser jogadas. Esse estranha definição, logo agora, da posse da Taça das Bolinhas, faz parte desse jogo pesado. Não sei qual será o próximo lance, porém, acreditem, vai ser coisa para filme. Daqueles bem dramáticos e com várias cenas de terror.
