Existem fanáticos que só querem ver seu time ganhar. Seja lá como for, eles não admitem perder.
Para estes, ir ao estádio é curtir qualquer tipo de corre-corre, todo castigo da coitada da bola, nem aí para as jogadas que sejam, acima de tudo, fruto da criatividade artística e da inteligência do atleta.
Vivemos muitos anos nesse clima. Porque fazia muito tempo que uma mesma equipe não tinha a sorte de poder juntar em campo alguns talentos acima da média, capazes de fazer de uma partida de futebol um show encantador.
Hoje, as coisas estão mudando para muito melhor. As pessoas começam a pensar em pagar para ver o encanto do jogo da bola de tempos passados. Ou seja, torçam para que time torçam, passam a ter vontade de ver o futebol que o time do Santos sabe jogar.
Ainda neste domingo, encontrei-me, na Vila Belmiro, com alguns sinceros apreciadores da graça, da leveza, do toque fluente e e da explosão provocada pelos gols espetaculares dos novos artistas que surgem no futebol brasileiro.
Nada de ir apenas para ver a equipe ganhar. Para os não-santistas com quem conversei, a satistação está na razão direta dos meninos cheios de talento, sorridentes e atrevidos que fazem festa a cada dia em que atuam.
Uma festa para esse que já é disparado o melhor conjunto de São Paulo. E mais não digo porque aguardo pelo Campeonato Brasileiro, onde o circo da Vila deverá espalhar por esse Brasil afora a mesma felicidade que tantos já vêm experimentando por aqui.
