Esse papo de o ex-Big Brother Brasil, o tal Dicesar, se vestir de drag queen para provocar Ronaldo, do Corinthians, é de um tremendo mau gosto. Ofensivo até, não só para o jogador, como para todos os gays brasileiros, alguns profissionais sérios, inteligentes e realmente representantes de uma opção sexual honrosa. Dicesar está vendendo-se por R$ 15 mil para entrar em uma aparente brincadeira, porém não vê todas as perspectivas do deboche.
Ele tenciona deixar bem claro que Ronaldo teria uma opção bissexual. A lembrança do caso dos travestis, há dois anos atrás, ainda repercute de forma negativa na carreira do rapaz. Mas o que isso tem a ver com o futebol dele? Depois disso, Ronaldo foi campeão paulista invicto e também da Copa do Brasil pelo Corinthians, um clube difícil de se fazer sucesso. O manto alvinegro paulista não é para qualquer um. Só não vai para seleção por uma briga pessoal com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e por extensão o técnico Dunga. Paciência. A história irá julgá-los e poderá ser cruel com os dois.
Já Dicesar, que teve uma participação honrosa no BBB, sofreu discriminação no próprio programa. Exatamente do vencedor, o tal de Dourado. Gaúcho, machão, cheio de querer dar porrada e outras coisas. Meio Brasil ficou ao lado dos gays. A outra, dos machões. Na época, Ronaldo era a favor de Dourado. Seria uma forma de Dicesar vingar-se?
Se for assim, Dicesar tem um Q.I de ameba. E realmente merece ser discriminado, não por ser gay, mas por ser um gay preconceituoso, racista talvez. Ele se diz são-paulino, aliás. O que também não tem nada a ver. E gozado que a palavra "gay" em inglês quer dizer "alegre". Pois é, a alegria positiva, genuína, não expositiva, carregada de ódio, de ambição, de malícia e de maldade. É a alegria de ser livre, nunca reprimir a libido invertida. Calma que Freud explica tudo isso.
A dúvida é a seguinte: se para aparecer, Dicesar quer pendurar uma melancia no pescoço ou sentar-se nela.
E assim caminha a mediocridade...
