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Colunistas - (03/05/2010 09h19min11 )

Regionais sepultam escola gaúcha. Ainda bem!!!


São Paulo (SP)

Os principais campeonatos regionais do Brasil foram vencidos por clubes que não tinham no comando a figura de um técnico gaúcho. O Paulistão foi vencido pelo Santos (Dorival Junior), o Cariocão por Joel Santana (Botafogo), o Mineiro pelo Atlético (Vanderlei Luxemburgo) e o Gaúchão pelo Grêmio (Silas).

Isso sem falar que Muricy Ramalho, forjado como treinador no Rio Grande Sul, estreou sendo derrotado no Fluminense pelo próprio Grêmio, em pleno Maracanã, pela Copa BR. Já Mano Menezes, perdeu a primeira decisão com o Flamengo, e vê a situação do Timão complicada na Libertadores.

Até o Zé Mané do Rogério Lourenço, no Flamengo, está conseguindo organizar a bagunça na Gávea e fala em conquistar a vaga em cima do Timão, melhor colocado na fase anterior da Libertadores, o que já seria uma façanha. Na verdade, o que mudou? Simples: o futebol ficou profissional demais e não admite mais um treinador disciplinador, radical.

Tomem o exemplo Ganso. Dorival ameaçou tirá-lo de campo nos minutos finais contra o Santo André. Revoltado, o jogador recusou-se a sair e ainda foi o melhor homem em campo. O que teria acontecido com ele se o técnico fosse Mano Menezes ou Muricy Ramalho ou mesmo Felipão? Com certeza, uma crise de autoridade em meio à uma comemoração de titulo. Cadê o jogo de cintura?

Na verdade, o profissionalismo hoje não aceita mais algemas, quer taticamente ou no relacionamento do dia a dia. Mano proibiu Ronaldo de ir a uma festa na casa de Adriano após a derrota para o Fla. O que mudou com isso? Nada. Os dois são amigos, mantém bom relacionamento, qual o problema? Deixa o Gordo relaxar, ué! O espírito de campo de concentração não cabe mais no futebol.

Muricy deixou o São Paulo e Ricardo Gomes classificou o time para a Libertadores. Está a um passo das quartas de final. Muricy deixou o Palmeiras, veio o novato Antônio Carlos e o Verdão pode até ser campeão da Copa BR e garantir a vaga na Libertadores em 2011.

A bola brasileira mudou. Está livre dos grilhões, dentro e fora de campo. Não é à toa que Felipão está na Uzbequistão, do outro lado do planeta, no meio do nada. Pode estar bilhardário. Mas será que é um cara feliz, perdido entre pernetas, camelos e escorpiões?

E assim caminha a mediocridade...





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