Sofrer é o verbo mais conjugado pelos corintianos na tal de Libertadores da América. Tem sido historicamente assim e, mais uma vez, não foi diferente.
Ano de centenário, alarde de dezenas de projetos de marketing e, de repente, o presidente Sanchez constata que o principal, o mais importante de tudo, não foi devidamente bem pensado e bem realizado - a formação de um grande time de futebol de verdade. Equipe cheia de falhas que não conseguiu fazer a festa prometida nem confirmar os acenos de um ano de comemorações de seus condutores.
Quantos enganos cometidos, por pressa em mostrar um "novo" clube aos seus seguidores.
Ao apostar nos veteranos, esse Corinthians, que nunca chegou a sobrar em campo, ficou mal no fim do Campeonato Paulista, cai fora da Libertadores que nunca conquistou e "só" tem um imenso Campeonato Brasileiro para ver se consegue mostrar ao seu fanático torcedor alguma coisa que possa ser chamada de festa de verdade. Aliás, se torna quase obrigação, agora, ser campeão brasileiro. Para curar o trauma desses incríveis sofredores das arquibancadas.
Aliás, por que será que a Fiel sempre faz o seu papel com rigorosas perfeição e devoção e o time, não?
Faixas promocionais desfilando na pista do estádio a cada partida chamando a participar de um cruzeiro marítimo, numeradas almofadadas e caríssimas, um tapete sintético para o torcedor sentir-se pisando o chão de um palácio, sacolinhas com lanchinho grátis na entrada, tudo para justificar o preço que, no Brasil, nenhum jogo de futebol chega a valer. No final de tudo, a dor do fracasso levando crianças, jovens, senhoras e senhores ao choro de inconsolados.
Este é o centenário que a diretoria consegue proporcionar. De futebol (que é o que mais importa mesmo) quase nada. Conquista? Nenhuma. Isso tem a ver com triunfos de um ano centenário?
Milhões investidos na experiência de veteranos. E a triste constatação de que ela não consegue títulos por si mesma.
Enquanto meninos levam o Santos ao pódio do Paulista, o Corinthians anda de lado com seus atletas maduros e chega a um momento crucial obrigado a explicar mais um fracasso. Outro tremendo fracasso em pleno Pacaembu, o "seu" estádio.
