Dunga foi coerente na convocação para a Copa. Ele fez um trabalho de mais de três anos e manteve a lógica. Podemos não concordar com um ou outro nome, afinal é a seleção dele e cada um tem a sua. As explicações do treinador são bem aceitáveis. No momento que ele tirou Adriano, reafirmou o compromisso com a disciplina. Mantendo os profissionais, que venceram tudo até agora, ficou claro que segue um planejamento a longo prazo, independentemente do momento.
Neymar e Ganso, por exemplo, me encantam. Eu levaria o time do Santos todo, porém indo somente os dois meninos, teriam dificuldades com uma primeira convocação, faltando um mês para o Mundial, num esquema tático bem diferente do que estão acostumados. Lembrou-se muito na surpresa Pelé em 1958, porém ele já jogava na seleção desde 1957. Grafite aproveitou bem a chance que teve, tem rodagem internacional e, portanto, seria a opção lógica a Adriano.
Estranhei apenas a ausencia de Vitor. Gomes é bem rodado, mas Vitor vinha sendo convocado em mais oportunidades. Se a seleção ganhará ou não é outra coisa. As idéias do Dunga não são, necessariamente, as minhas. Mas nesse momento tenho que analisar o trabalho dele. Quem escolheu o técnico não fui eu, foi o Ricardo Teixeira. Se foi uma opção correta ou não, veremos no Mundial.
Meu grupo provavelmente seria outro. Só que a seleção é dele, não minha. E nesse aspecto, pela ótica dele, a convocação foi coerente. Se vencer na Africa será perfeita. Caso perca, parecerá que tudo foi feito de forma equivocada. Assim é o mundo da bola e não será diferente dessa vez. A sorte está lançada.
