Quem pode devolver a paz ao Palmeiras? Transformado em um furacão (em cujo olho acaba se situando o torcedor) o clube já começa o Campeonato Brasileiro em péssima colocação. E não resolve nada argumentar que só foram disputadas duas rodadas.
Por que nelas, tudo quanto obteve o time do Parque Antártica foi um magro 1 a 0 de penâlti contra o Vitória e um 0 x 0 numa partida horrorosa diante do Vasco. São três pontos muito magros a inexpressivos.
Se já inicia desse jeito, como estará daqui dez rodadas?
De novo sem técnico, prefere partir para a irrealidade. Felipão de volta é mais que impossível diante dos valores que o gauchão teria que pedir. E tem outra coisa: técnico bom só assume equipe com conteúdo e chances legítimas de disputar títulos. Porque sabe que, no quarto ou quinto fracasso, quem paga o pato é ele mesmo.
Experiente como é, super-amadurecido nesses anos de futebol europeu, acham que o homem campeão mundial em 2002 com a seleção brasileira vai entrar nessa?
Em casa em quem todo mundo grita ninguém tem razão. Isso é antigo. O presidente, até ele, mais equilibrado em seus pronunciamentos, não conseguiu, até aqui, botar ordem na no Parque. Talvez por isso chegue ao limite de uma tentativa impossível como essa.
O passado do Verdão não pode continuar sendo desrespeitado. O clube nunca foi palco de tantos casos de indisciplina como agora. No pique a que as coisas chegaram, como satisfazer a galera, como conviver com o parceiro (Traffic) nos moldes do que as partes contrataram?
Os desentendimentos, brigas internas, baladas nada aceitáveis , rescisões de contratos, afastamentos e colocação de passes à disposição do mercado pioram o clima a cada dia, com péssimas repercussões por aí afora.
Ah, quanta saudade dos velhos tempos do Palestra ganhador e glorioso, da Academia que deu maravilhosas aulas ao futebol brasileiro...
Hoje, sem alguém para poder botar ordem na casa, o Palmeiras dá cabeçadas pelos gramados, na escuridão em que o deixaram perdido
