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Colunistas - (25/05/2010 17h25min29 - Atualizado 25/05/2010 20h40min43 )

Pau quebra na reunião do Conselho para estádio do Timão


São Paulo (SP)

O diretor de marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, teve um chilique na reunião do Conselho Deliberativo nesta segunda-feira, com a visível intenção de melar as negociações que levariam à construção do Fielzão, o novo estádio do Timão. Dirigente chegou a jogar o microfone em cima da bancada de raiva. Não contente, começou a arreliar com companheiros que pediram a palavra, sendo repreendido por Carlos Senger, presidente do Conselho, além de vaiado por membros de torcidas uniformizadas presentes, principalmente da Gaviões da Rua São Jorge.

Senger disse a Rosenberg que se colocasse no devido lugar. Afinal, era apenas um diretor e não um conselheiro. O atual diretor de marketing do clube prega o aproveitamento do Pacaembu ou a construção do estádio onde hoje existe o Playcenter. Outro protesto foi o de Antônio Roque Citadini. O conselheiro vitalício pediu transparência e discrição na discussão do projeto, ou seja, que fosse necessariamente uma decisão restrita aos órgãos do clube. O que deve ter irritado o dirigente foram as presenças de torcedores e alguns membros da imprensa.

Quem defendeu a proposta foi Edgard Soares, atual conselheiro vitalício. Também estiveram presentes os presidentes do Banif, da Hochtief e da Price, além de um representante do Bradesco. Edgard argumentou a favor que, primeiro, a localização do estádio será privilegiada. Fielzão será erguido a 1.800 metros do Parque São Jorge, entre a avenida Aricanduva e a Marginal Tietê, ao lado da Sabesp, em frente a Souza Ramos, ao Extra. Imóvel pertencerá 40% à cidade de São Paulo e 60% a Guarulhos.

Edgard explicou que a capacidade do estádio será de 56 mil e ainda por cima coberto. Timão entra com o nome e o clube não participa da operação. Empresas poderão negociar 15 mil cadeiras cativas, além de 50 pequenos escritórios (para dentistas, advogados, despachantes) atrás dos gols, que nos dias dos jogos servirão de camarote para os proprietários.

Além disso, a exploração do nome do estádio será trocada em 10 anos, e o Bradesco se propôs a abrir financiamento para quem quiser comprar a prazo uma cadeira cativa. Edgard finalizou dizendo que o Timão terá cem camarotes para explorar (o que daria hoje R$ 18 milhões ao ano), além de alugar espaço para churrascarias e lojas, sem falar da bilheteria.

Diante da boa argumentação, Rosenberg retirou-se pisando duro. Conselho Deliberativo deverá marcar outra reunião. O prazo para aceitar a proposta se encerra no dia 10 de agosto. Até lá, novos "rounds" entre conselheiros e diretores deverão ocorrer.

E tenho dito!





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