Um clássico da importância de São Paulo-Palmeiras merecia muito mais do que se viu. A começar pela qualidade do futebol que o povo pagou para ver. O resultado magro é bem o significado de uma partida chata, de muitos passes errados, pênalti perdido, sem vibração e, ainda assim, com duas contusões sérias e até uma expulsão.
E a platéia? Coisa de fim de mês ou pouco interesse do povão? Talvez as duas coisas tenham levado pouco mais de 15 mil pessoas ao estádio.
Aliás, foi o mesmo que aconteceu no clássico mais famoso do futebol carioca - o Fla-Flu. Muricy Ramalho ganhou seu primeiro sobre o Mengo, mas pouca gente curtiu o sabor dos 2 a 1. Nem 15 mil pessoas estiveram na despedida ao Maracanã.
Lá na capital de Minas, o Cruzeiro e o Botafogo jogaram apenas para 8,5 mil torcedores. Quase nada para o tamanho do Mineirão.
O mínimo aconteceu na Vila Belmiro. Ainda que ganhando do Guarani e marcando sua clássica tabelinha de tês gols por partida, o Peixe, desta vez, não encantou. Vitória sem brilho e apenas 5.146 foram ver.
Cabe ainda uma palavra sobre o empate do Corinthians em Presidente Prudente. Jogou pouco, fez 2 a 2 e teve a salva-lo do pior na estréia de Bruno César.
Temos que, com as noites frias, a falta de grana nos bolsos do povão e as nada chamativas primeiras rodadas de um campeonato que logo vai parar por causa da Copa do Mundo, o Brasileirão só vai decolar mesmo depois do dia 11 de julho, quando o Mundial acabar e a vida doméstica voltar ao normal.
