Esse negócio de pesquisa é uma tremenda conversa fiada. Números são facilmente manipulados. Variam segundo o interesse de quem faz a enquete. Dizer que o Timão é o clube mais rejeitado do Brasil seria o mesmo que falar que a água é molhada. Claro: tem a maior torcida do País e quem não torce para o Timão é anti-Timão. Fim de papo.
Outros exemplos: uma garrafa com água até o meio está metade cheia ou metade vazia? Em um universo de quatro pessoas, duas são ricas e comem frango todo dia; as outras duas pobres, só sentem o cheiro da ave de vez em quando. O que vai dar na pesquisa? Simples: entre quatro consumidores, cada um deles come frango todos os dias. É a famosa renda per capita.
Por isso que quase todo economista é quase um "ilusionista", um malabarista. Fala sempre em "tendência do mercado", "tsunami econômico". Só tem explicações abstratas e nunca vai ao cerne da questão. E por que? Toda análise econômica é política também. Os caras defendem os pobres ou os ricos. Alguns, malandros, ficam em cima do muro. E tem gente que jura ser a Economia uma ciência. Será?
Transferir essa "porralouquice" para o futebol é, no mínimo, perigoso. Futebol é um esporte, um lazer. O sujeito torce por hobby, costume, tendência familiar ou simpatia. Não é uma coisa rígida, fechada em si, como se fosse uma concha (aquela da pérola).
A tirar pelo Palmeiras, depois do fracasso do economista Luís Gonzaga Belluzzo na presidência, todo cuidado é pouco. Clube está praticamente falido. "Vox populi, vox Dei" (A voz do povo é a voz de Deus). Quem não é corintiano torce contra e pronto. Não tem ciência, nem mágica. O ódio e o amor são facetas da mesma moeda.
E assim caminha a mediocridade!
