Ele não se deixa abalar nem um pouco pela pressão que vem das arquibancadas. Sorridente e sempre dando demonstrações de amizade e simpatia para com os colegas adversários, Vagner Love leva o jogo como uma criança que se diverte com seus brinquedos.
Tenta dominar a bola na velocidade e escorrega. Cai e as vaias explodem
mas ele, nem aí. Chuta uma, duas, três vezes mas não acerta o alvo. De fora, seu técnico sequer imagina substitui-lo. É matador. Tipo de jogador que nunca se troca por um bancário. Num repente ele pode resolver a parada. E quase sempre faz isso.
Contra o Palmeiras, esse jovem alegrão e gozador jogou quase nada mas achou, no finzinho, a brecha que nunca desperdiça. Era o fim do jogo. Gol de Love. Drama irreversível para a galera do Verdão.
O Mengo passou a rolar a bola, ganhou tempo ( inclusive no acréscimo de 4 minutos ) e saiu do estádio curtindo a felicidade proporcionada por aqueles que não quiseram mais no Palestra.
Na delegação, o garoto sorridente como sempre,que, foi burilado na Academia , reconhecido, chegou a declarar que nunca esquecerá dos seus dias de Parque Antártica, do dinheiro que ganhou com a transferência ao exterior e da verdadeira saudade dos velhos companheiros e amigos.
Vagner Love é profissional. O artilheiro do amor faz a diferença.
