O Corinthians neste Brasileirão ganhou cinco jogos e empatou apenas um. Tem 13 gols marcados, 6 sofridos e um saldo de 7 gols positivos. Segundo os cálculos do site Globo.com, isso significa 88.9% de aproveitamento. A rigor, nem a mãe do técnico Mano Menezes esperava por uma campanha tão substancial, forte, de peso depois de uma desclassificação prematura na Libertadores. Então, o que mudou na equipe alvinegra para uma melhora tão significatival?
A resposta está nas entrelinhas da saída de alguns jogadores, na entrada de outros e na mudança de postura da equipe em termos táticos. Na Libertadores, Mano privilegiou jogadores experientes, casos de Danilo, Tcheco, Iarley, Roberto Carlos, Alessandro, Marcelo Mattos, Edu Gaspar e Ronaldo. Eles, naquele momento, jogavam mais com nome do que com o fôlego ou com a arte de ter a bola nos pés. Com isso, Elias, Dentinho, Jucilei, Paulinho e outros mais jovens sumiram na poeira da fama alheia.
Na competição sul-americana, por outro lado, Mano fazia o Timão atuar em função de um homem fixo na frente, no caso Ronaldo ou Souza. O resto? Bem, o resto jogava na retranca, se defendendo sem pudores. O resultado foi desastroso: uma derrota para o Flamengo, no Maracanã, e aqui no Pacaembu não deu para fazer o resultado.
Agora, no Brasileirão, os "veteranos" ficaram fora para se recuperarem fisicamente. Apenas dois deles estão sendo aproveitados para valer, Roberto Carlos e Danilo. Iarley "matou" o Internacional. Mas ainda é pouco. Tcheco entra de vez em quando. Com os coroas fora, o time passou a ter maior velocidade: Dentinho, Jorge Henrique, Tevez do ABC, Jucilei, Paulinho e até Defederico correm do princípio ao fim da partida e surpreendem os adversários, uns ainda preocupados com outros campeonatos (Libertadores e Copa do Brasil) ou tentando acertar as equipes (o Palmeiras, por exemplo).
Ou seja, Ronaldo, Souza, Edu Gaspar, Marcelo Mattos, Balbuena, Escudero e também o próprio Tcheco não fazem a mínima falta. Futebol pode ser marcação, é verdade, mas também precisa ter saída de bola rápida. A molecada do Corinthians está com fome de bola. Tomara que Mano não ceda às pressões de empresários, cartolas ou e "velhos amigos" e estrague tudo.
E tenho dito!
