Arbitragens julgadas facciosas nunca foram novidade no futebol. A um dirigente de qualquer clube que se pergunte, seguramente ele responderá que sua equipe foi prejudicada por determinados apitadores em diversas ocasiões.
Pois bem, às vésperas do mundial da África do Sul, o tema volta às manchetes. Só que, desta vez, com inexplicável antecipação, numa severa suspeita levantada contra um apitador brasileiro - Carlos Eugenio Simon.
O direito de chororô é de todos, mas sempre que se sofre uma derrota em que se possam apontar lances polêmicos. Nunca antes de um jogo se fez tamanho alarde como acontece agora.
Simon assume responsabilidade muito maior ao se ver escalado para apitar Inglaterra x Estados Unidos da América. Seguramente isso, esse peso colocado sobre o árbitro do Brasil, pode levá-lo a dificuldades enormes diante dos jogadores das duas seleções.
Como, porém, não se trata de um novato nessa coisa de apitar futebol, tem como inverter o bombardeio ao dirigir as coisas da maneira como forem por ele interpretadas à luz das regras.
Tenho absoluta certeza de que o gaúcho (que nem conheço pessoalmente) levará o jogo ao final, vença quem mereça vencer, mesmo diante do péssimo e inoportuno clima contra ele criado. Poderá errar? Claro. Mas quando foi que um juiz de futebol não errou, em qualquer época do centenário jogo de onze contra onze? O que importa é que Simon está entre aqueles mais credenciados do mundo para esse tipo de trabalho.
Injusta e absolutamente inoportuna essa campanha difamatória, esse prejulgamento contra um cidadão designado para um jogo que ainda vai acontecer e, queiram ou não, reconhecido pela FIFA como perfeitamente qualificado para trabalhar numa Copa do Mundo?
