Pronto para entrar nas oitavas de final da Copa, o time brasileiro precisa definir-se como capaz de ser igual durante todo tempo, claro que num padrão bonito, convincente e capaz de nos reforçar a esperança do hexa.
A oportunidade vem aí, justamente no jogo mais difícil, aquele contra Portugal. Sem Kaká, Dunga precisa mostrar que tem as alternativas devidamente definidas. Para um candidato a título, foi bom vencer a Coreia do Norte (não devia ter tomado um gol) e derrotar a Costa do Marfim usando melhor os espaços no ataque.
Mas que tal subir um pouco mais de produção? No embalo da euforia pela boa vitória na segunda exibição, o treinador precisa ajustar seus planos de vestiário com mais firmeza para o que vier pela frente.
Sem essa de jogar minutos iniciais com melhor presença mas, de repente, deixar o adversário ter mais posse de bola. E nem pensar em esperar pelo intervalo para botar a equipe na linha, mostrando uma personalidade de ganhador só na segunda parte.
Melhor para o torcedor será ter mais certeza do que esperança. E, para o sonho do hexa se tornar realidade, nosso time tem que entrar em campo convicto de que é competente, jogar (na bola) tudo quanto sabe mais que os outros e, principalmente, não se deixar levar pelo ritmo pobre, cheio de pancadas e ma maldoso dos adversários.
Kaká, a esta hora, está sentindo bem o quanto mau é revidar provocação de quem não sabe sequer a metade do que ele, craque de linhagem artística, nunca de cotoveladas e outros bichos pobres do futebol.
