Especialmente na fase mata-mata do Mundial, o que interessa muito mais é ganhar - mesmo que sem muita graça - do que demonstrar estilo lindo e voltar mais cedo para casa.
Daqui até a final, o que manda é fazer resultados. Depois deles, quem receber o troféu para ficar com ele durante quatro anos estará na história como o melhor. É isso aí: o arquivo dos Mundiais sempre apontará quem ganhou, sem qualquer alusão (por menor que seja) ao espetáculo da decisão. Sem nada de exaltação ao vice.
Que tal lembrar o Brasil na Espanha, em 1982? Telê Santana se notabilizou como o professor do futebol mais bonito. O mundo, na ocasião, elogiou os canarinhos. E foi tudo. Retornamos mais cedo, lamentamos demais aquela derrota fatal contra a Itália no dia 5 de julho, mas, em nenhum documento da mídia mundial, aponta-se hoje outra coisa senão o nome do campeão - Itália.
Esta vitória por 3 a 0 sobre o Chile leva-nos às quartas de final e é o que importa.
Estamos a três partidas do hexa. Se for para seguir assim, com Dunga criticado e o time vencendo, mas não convencendo, maravilha.
O que o mundo todo verá, se der verde-amarelo novamente, será a repetição do que é tradicional. Um competidor que tenha participado de dezenove (todas) Copas do Mundo maior ganhador de todos os tempos. E as manchetes só projetarão grande e bonito o nome do Brasil. Se não der... paciência,ficará para daqui quatro anos, em estádios nacionais. E sem essa de lembrar de 1950, xô!
