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Futebol/Copa 2010 - (02/07/2010 12h52min40) , atualizado em 02/07/2010 14h38min54

Brasil sofre pane, leva virada da Holanda e dá adeus

Luiz Ricardo Fini, enviado especial Porto Elizabeth - África do Sul

AFP
Dunga não se conteve no banco de reservas durante o último jogo do Brasil na Copa
Dunga não se conteve no banco de reservas durante o último jogo do Brasil na Copa

Duas falhas defensivas e pouca inspiração no ataque determinaram o fim do sonho do Brasil na busca pelo hexacampeonato. Depois de um bom primeiro tempo, a seleção verde e amarela sofreu uma pane e levou a virada por 2 a 1 da Holanda, em dia inspirado de Sneijder, nesta sexta-feira, pelas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul.

O gol de Robinho logo no início do jogo deu a falsa esperança de um jogo fácil no estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, mas a Laranja deu a resposta na etapa complementar. No lance do empate, Sneijder levantou para a área e viu Júlio César sair errado e se chocou com Felipe Melo. A bola tocou na cabeça do volante e foi para as redes. Gol contra do meio-campista.

Pouco depois, a defesa brasileira, que antes da Copa chegou a ser apontada como a melhor do mundo, ficou parada enquanto Sneijder cabeceou sozinho para virar. Para completar, Felipe Melo ainda perdeu a cabeça, pisou no adversário e foi expulso.

Campeão da Copa das Confederações, Copa América e classificado antecipadamente nas Eliminatórias, Dunga viu sua seleção cair justamente diante da equipe que eliminou nas Copas de 1994 e 1998.

Enquanto o Brasil volta para casa frustrado, a Holanda aguarda nesta sexta-feira a definição do outro semifinalista, que sairá do duelo entre Uruguai e Gana.

O jogo: Com um futebol digno do duelo entre Brasil e Holanda, a partida desta sexta-feira começou com discussões, velocidade e gol. Logo no primeiro lance, depois de falta de Daniel Alves sobre Robben assinalada pelo árbitro, Robinho se irritou e reclamou com os adversários.

Em meio ao clima tenso, a seleção brasileira tomou a iniciativa e criou uma chance que gerou polêmica. Daniel Alves recebeu pela direita, avançou até a área e tocou para Robinho empurrar para as redes, mas o árbitro assinalou impedimento do ala/meia.

Com um jogo bastante pegado no meio-campo, o time de Dunga não demorou a encontrar mais espaços na defesa adversária. Assim, abriu o placar, aos nove minutos. De volta à equipe depois de se recuperar de uma pancada no tornozelo esquerdo, Felipe Melo fez o lançamento para Robinho, que, entre dois adversários, emendou na saída do goleiro. Por incrível que pareça, um dos marcadores do Rei das Pedaladas era o atacante Robben, que reclamou bastante com os companheiros depois do revés.

Assustada com o gol, a Holanda respondeu instintivamente. Kuyt apareceu pela esquerda e arrematou com força, mas Júlio César caiu para mandar a escanteio. As faltas marcadas pelo árbitro japonês Yuichi Nishimura geraram protestos dos brasileiros, que se irritaram em campo e levantaram também manifestações dos torcedores.

Com a Laranja cada vez mais disposta a atacar, Kaká tentou chamar a responsabilidade para armar contragolpes. Porém, foi em outra jogada que o Brasil ameaçou. Depois de cobrança de escanteio, a bola voltou para Daniel Alves, que dominou na entrada da área pela direita, deu dois dribles desconcertantes em Kuyt e cruzou no meio para Juan chegar batendo, por cima do travessão.

Enquanto a seleção de Bert Van Marwijk encontrava dificuldades para furar o bloqueio canarinho, as respostas dos pentacampeões chegavam cada vez mais perto da meta. Robinho passou como quis por dois marcadores na esquerda e rolou para Luís Fabiano, que tocou de primeira para Kaká bater colocado, exigindo uma ótima defesa de Stekelenburg, após a brilhante jogada coletiva.

Para encerrar o primeiro tempo, Daniel Alves recebeu na intermediária e rolou uma bola açucarada para Maicon chegar livre pela direita com um forte chute. Stekelenburg espalmou, mas o bandeira apontou para tiro de meta, e o árbitro encerrou a etapa.

Ao contrário do primeiro tempo, a Holanda voltou melhor para a etapa final e conseguiu igualar a contagem em falha de Júlio César. Aos sete, Sneijder carregou a bola pela direita e mandou para a área. O goleiro saiu para tentar cortar e se chocou com Felipe Melo, em quem a bola ainda desviou antes de entrar.

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Com o crescimento da Holanda, Dunga decidiu mudar o lado esquerdo, sacando Michel Bastos para a entrada de Gilberto. Pouco depois, os laranjas pediram pênalti em toque de mão de Lúcio na entrada da área, mas o árbitro mandou o jogo seguir. Com Luís Fabiano apagado, Kaká se encarregou de responder ao finalizar perto da trave.

Porém, melhor em campo, a Laranja virou o jogo, aos 22. Depois de cobrança de escanteio, Kuyt desviou na primeira trave e Sneijder apareceu sozinho no meio da defesa para cabecear para as redes. Para piorar ainda mais a situação, o temor em relação ao temperamento de Felipe Melo se confirmou. Depois de cometer falta em Sneijder, o volante pisou no adversário e foi expulso.

A Holanda, então, apostou na estratégia de tocar a bola e irritar o Brasil. Dunga, por sua vez, tratou de sacar Luís Fabiano, apático durante todo o jogo, para colocar Nilmar. Desesperado, o Brasil arriscou em duas cobranças perigosas de escanteio, mas não furou o bloqueio.







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