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Futebol/Bastidores - (13/07/2010 10h14min25 - Atualizado 13/07/2010 14h54min22 )

Veja o Palestra Itália dos anos 1920 em fotos antigas


Bruno Ceccon - São Paulo (SP)

Arquivo Pessoal/Família Paolillo
Ex-jogador da seleção brasileira de basquete, Oscar Américo Paolillo trabalhou no Palmeiras entre 1923 e 1994, ano em que faleceu

A Arena Palestra terá 45 mil lugares, 250 camarotes, capacidade para receber shows, restaurante com vista para o campo e até um anfiteatro modular. Enquanto dirigentes e torcedores sonham receber jogos da Copa de 2014, a GE.Net volta seus olhos para a época em que o caderno de encargos da Fifa sequer existia.

Neto de Oscar Américo Paolillo, precursor do basquete no clube e ex-gerente de futebol, Tito Maule Filho, 43 anos, encontrou um álbum de fotos do avô enquanto revirava coisas antigas na casa da mãe, em 2008. Torcedor fanático do Palmeiras, o advogado cedeu as fotos que você verá nesta matéria, algumas inéditas na grande imprensa.

"As fotos estavam num baú que eu já dava como perdido. Quando meu avô mudou para a minha casa no interior, muitas das coisas dele foram doadas para instituições de caridade. Esse baú, a gente achava que tinha encaminhado por engano para esse depósito também", explica Tito.

As fotos estão danificadas pelo tempo, mas a reportagem optou por não usar qualquer tipo de recurso gráfico para melhorar a qualidade dos registros. No acervo, além de imagens da construção do estádio, há um jogo perdido da década de 1920 e até um clássico com o Corinthians do mesmo período.

Na década de 1970, Tito contava com o avô para realizar o sonho de qualquer criança. "Eu era um garoto do interior que passava férias em São Paulo. Muitas vezes, eu e meu irmão entrávamos no gramado do Palestra Itália e até batíamos bola com o Leão, com o Edu Bala. A gente subia na mesa do meu avô e ficava olhando as coisas do futebol", lembra.

No amistoso de despedida do estádio, realizado na última sexta-feira, o Palmeiras foi derrotado por 2 a 0 pelo Boca Juniors. A previsão inicial é que as obras da Arena sejam finalizadas em 2012. "Não vamos perder nunca o Palestra Itália. Quem frequenta o Palestra desde que nasceu, vai lembrar sempre do local onde nos demos conta da grandeza do Palmeiras", diz Tito.

A GE.Net contou a ajuda do jornalista Fernando Galuppo, estudioso da história do clube, para tentar identificar as fotos. Além das imagens do Palestra Itália, há um registro tomado no Estádio das Laranjeiras e um balancete com os salários de nomes como Djalma Santos e Julinho Botelho.

 

Arquivo Pessoal/Família Paolillo
Foto de um jogo realizado no estádio na década de 1920. Justamente em 1920, o Palestra Itália comprou o campo de futebol e parte do terreno do Parque Antártica por 500 contos de réis, um valor expressivo à época. O contrato entre as partes foi firmado no dia 27 de abril.

 

Arquivo Pessoal/Família Paolillo
Partida entre Palestra Itália e Corinthians realizada nos anos 1920. Em 1933, o Palestra jogou em casa e venceu o rival por 8 a 0 no maior placar da história do clássico paulista.

 

Arquivo Pessoal/Família Paolillo
Nos anos 1920, as arquibancada eram de madeira. Com 211 partidas, o goleiro Marcos é o jogador que mais atuou no estádio.

 

Arquivo Pessoal/Família Paolillo
Time palestrino em 1921: Bertolini, não identificado, não identificado, não identificado, Picagli e Fabbi (de pé); Gaetano, Ministro, Heitor, Imparato e Martinelli (sentados). No dia 16 de maio de 1920, com Bertolini, Picagli, Fabbi, Gaetano, Ministro, Heitor e Imparato no time, o Palestra venceu o Mackenzie College por 7 a 0 no primeiro jogo como proprietário do estádio - gols de Gaetano (3), Heitor (2), Fabbi e Imparato.

 

Arquivo Pessoal/Família Paolillo
As sociais também eram de madeira nos anos 1920. No estádio, a seleção brasileira ganhou a Copa Rocca de 1922 ao vencer a Argentina por 2 a 1.

 

Arquivo Pessoal/Família Paolillo
Delegação do Palestra Itália em excursão no final da década de 1920. O clube conquistou um total de 16 títulos em seu estádio, entre eles seis Campeonatos Paulistas (1926, 1933, 1936, 1976, 1996 e 2008), o Torneio Rio-São Paulo de 1933 e a Copa Libertadores de 1999.

 

Arquivo Pessoal/Família Paolillo
Construção do setor que atualmente corresponde à numerada coberta do estádio, em 1929. No dia 13 de agosto de 1933, o Palestra Itália venceu o Bangu por 6 a 0, pelo Torneio Rio-São Paulo, na inauguração do "Stadium Palestra Itália", já com as arquibancadas de concreto.

 

Arquivo Pessoal/Família Paolillo
Mais um registro da construção das numeras cobertas, em 1929. Na Copa do Mundo de 1950, a seleção italiana usou o estádio para treinar.

 

Arquivo Pessoal/Família Paolillo
Time palestrino em 1929: Serafini, Heitor, Bianco, não identificado, Xingo, não identificado, Amílcar, não identificado (de pé); Nascimento, Lara, não identificado , Ministrinho, não identificado, Pepe, não identificado, Russo e Osses (agachados). O jogo foi nas Laranjeiras, mas o rival era o Botafogo. Com 185 gols em 173 jogos, Heitor é o maior artilheiro do Palestra Itália.

 

Arquivo Pessoal/Família Paolillo
A tradicional família Matarazzo tinha um relacionamento estreito com o clube e chegou a contribuir com a compra do Parque Antártica. Com uma inscrição na fachada, conde comemora título Paulista 1959.

 

Arquivo Pessoal/Família Paolillo
Balancete contém os vencimentos dos jogadores. O técnico Wanderley Luxemburgo é o que mais disputou partidas no Palestra Itália e o único a reunir mais de 100 vitórias - em 140 jogos, foram 112 triunfos, 18 empates e apenas 10 derrotas (aproveitamento de 84%).

 

Arquivo Pessoal/Família Paolillo
Do lado direito de Ademir da Guia na foto, Oscar Américo Paolillo comemora título do Robertão de 1969. No final da década de 1950, já com o nome de Sociedade Esportiva Palmeiras, o campo foi suspenso em uma profunda reforma. No jogo que definiu o título Paulista de 1976, o público recorde de 40.283 pessoas acompanhou a vitória por 1 a 0 sobre o XV de Piracicaba.

 





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