A polêmica que envolveu o atacante Neymar, após a vitória sobre o Avaí, nesta quinta-feira, na Vila Belmiro, foi o principal tema abordado nas entrevistas coletivas desta sexta, no CT Rei Pelé. O lateral Pará e o goleiro Rafael foram os responsáveis por fazerem a defesa do camisa 11 do Peixe, bastante criticado pelos jogadores da equipe catarinense. Segundo o técnico do Avaí, Antonio Lopes, Neymar "deu soco e disse que era milionário", para provocar os seus atletas.
"Na verdade não deu muito para perceber o que havia acontecido. O Neymar joga pelo lado esquerdo e eu pelo lado direito. Portanto, a distância é grande. Mas procuramos conversar com o Neymar sobre isso. Principalmente o pessoal mais velho do grupo, como é o caso do Edu Dracena, e eles disse que não falou nada disso não", disse Pará.
O polivalente jogador santista ainda explicou que Neymar tem sido vítima constantemente da violência dos zagueiros adversários. "Os marcadores estão pegando pesado. No jogo contra o Goiás, no Pacaembu, ele apanhou muito. Foi assim ontem (quinta) também. Chega a hora em que o jogador não aguenta mais e quer revidar", comentou Pará, que ainda falou sobre o chapéu dado pelo atacante no volante rival, Marcinho Guerreiro, quando o duelo estava paralisado.
Segundo Pará, assim como foi diante do zagueiro Chicão, do Corinthians, no Campeonato Paulista, Neymar não fez o lance por maldade. "Ali quando ele faz essas coisas não é por maldade. É o perfil dele. O Neymar não fez isso com o Marcinho porque está desprezando o jogador. Era um lance de bola parada, em que ele fez uma gracinha, mas é coisa do futebol. Quem está dentro do campo corre o risco de tomar chapéu, caneta. Tem que estar preparado para tudo", destacou.
Rafael foi outro que saiu em defesa de Neymar. Para o arqueiro, não há motivo para tamanha polêmica envolvendo o atacante. "Tudo o que acontece dentro de campo é normal. Por isso, na minha opinião, estão fazendo uma tempestade em copo d'água. A provocação é algo natural, assim como é a jogada de efeito, a chegada mais forte ou o drible. É o jeito dele. O futebol do Neymar é assim, irreverente. É natural dele. Sinceramente, eu não vejo nada demais no que ele fez", encerrou.
