A diretoria do Santos também se manifestou sobre a polêmica envolvendo o atacante Neymar que teria, segundo o técnico do Avaí, Antonio Lopes, provocado os jogadores do time catarinense na partida entre as duas equipes, na última quinta-feira, na Vila Belmiro, dizendo que era "milionário". Neymar teria falado ainda que, por causa disso, poderia "fazer o que quisesse".
O diretor de futebol santista, Pedro Luiz Nunes Conceição, saiu em defesa do camisa 11 do Peixe, destacando que Neymar é da mesma forma quando está em campo e fora dele: um garoto irreverente.
"Não pode haver uma inversão de valores no futebol. Já fizemos esse aviso na época do Paulistão. Essa irreverência que o Neymar carrega é a sua marca tanto dentro de campo, nos jogos, quanto fora dele, no contato com seus companheiros de time. Esse é o jeito dele", argumentou Nunes Conceição.
O dirigente valorizou ainda que, apesar de ser marcado duramente por seus adversários, o atacante não revida com agressões as faltas sofridas. "Estamos falando de um jogador que é responsável por receber mais de 20% das 1.000 faltas que a equipe do Santos sofreu na temporada. Muito pior seria se reação dele fosse responder com a mesma violência com a qual ele é vitima", comentou.
Pedro Luiz Nunes Conceição acredita que Lopes deu aquelas declarações sobre Neymar no calor do jogo e fez com que o assunto tivesse uma maior repercussão do que deveria. "Eu seria incapaz de dizer que o Antonio Lopes falou ou agiu de má fé. Quem conhece a história do professor, o seu caráter, sabe que ele seria incapaz de fazer isso. Só que ele também é um personagem do futebol, com sangue nas veias, e nesse episódio ele foi muito, em uma polêmica desnecessária", ponderou.
Sobre o chapéu aplicado pelo atacante no volante do Avaí, Marcinho Guerreiro, quando o confronto estava parado, o diretor alvinegro não viu problemas na atitude de Neymar e garantiu que a cúpula santista não irá repreender o jogador por tal atitude. No Paulistão deste ano, o jovem craque também havia se utilizado desse expediente no clássico contra o Corinthians, aplicando um chapéu no zagueiro Chicão.
"Temos nossa forma de encarar esse assunto com absoluta responsabilidade. Volto a dizer que o Neymar é um talento, de 18 anos de idade, irreverente durante todos os momentos e todas as horas do dia. E uso o exemplo do Chicão, que passou pela mesma situação com o Neymar no Paulista. Ele já enfrentou o Neymar novamente, tendo uma postura correta e profissional. Ele teve sensibilidade para saber que era irreverência e não irresponsabilidade", concluiu.
