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Motor/Fórmula 1 - (09/09/2010 16h19min20 - Atualizado 09/09/2010 16h19min22 )

Horner acredita que FIA abriu precedente para ordens de equipe


Monza (Itália)

O chefe da Red Bull, Christian Horner, afirmou que a decisão da Federação Internacional do Automobilismo de não submeter a Ferrari a outra punição pela ordem de equipe dada no GP da Alemanha, que culminou na vitória de Fernando Alonso, abre um precedente para outras equipes fazerem o mesmo. Após a prova em Hockenheim, os comissários da prova multaram o time de Maranello em U$ 100 mil.

"A punição para o que aconteceu foi de U$ 100 mil. Isso significa, então, que você pode continuar fazendo a mesma coisa nas outras cinco ou seis corridas do ano?", indagou o dirigente. "Como vimos, baseado no que aconteceu com a Ferrari, não houve efeito algum no desempenho, exceto pela punição financeira no evento. Teoricamente, se algum time estiver na mesma situação e quiser mudar seus carros de posição, já há precedente".

Mesmo admitindo que as equipes poderão mudar as posições de seus pilotos impunemente, Horner não vai, a princípio, favorecer o australiano Mark Webber, segundo colocado, que tem 28 pontos de vantagem para o alemão Sebastian Vettel, em terceiro.

"Ainda está muito cedo para dizer que vamos colocar todos nossos esforços em apenas um piloto. Por enquanto, continuaremos apoiando ambos de forma igual. Quando o fizermos, será uma combinação entre chances matemáticas e práticas. Obviamente, se um piloto estiver 60 pontos (atrás) com 75 a serem disputados, a lógica será essa", explicou.

Para terminar, o dirigente criticou o regulamento da FIA e sugeriu que a entidade tome uma decisão definitiva. "Eu acho que o principal resultado da reunião é que o regulamento precisa ser revisto. Ou você acaba com as ordens de equipe ou as mantém de forma transparente. Não dá para ficar 'meio grávida'. Tem que ser uma coisa ou outra. A regra tem que ser melhor escrita ou removida", concluiu.

No Mundial de Pilotos, a Red Bull lidera com 330 pontos, uma a mais que a McLaren.