A arbitragem do baiano Jaílson Macedo Freitas no empate por 1 a 1 contra o Atlético Paranaense, em Curitiba, acabou sendo o principal assunto no desembarque do elenco do Corinthians em São Paulo, um dia após a igualdade válida pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. O clube do Parque São Jorge reclamou da atuação do juiz nordestino, que marcou um pênalti inexistente sobre o lateral direito Wagner Diniz na segunda etapa do duelo.
O presidente corintiano, Andrés Sanchez, criticou a marcação da penalidade máxima e aproveitou para alimentar a rivalidade alvinegra com o Fluminense, líder do Brasileirão - soma 41 pontos, três à frente do Timão na classificação - e que venceu nesta quarta-feira o Ceará, no Engenhão, pelo placar de 3 a 1.
"O árbitro perdeu o controle da partida e deu no que deu, imaginávamos isso. Mas o que acontece é que contra o Fluminense ninguém erra", questionou o mandatário corintiano, ainda no saguão de desembarque do Aeroporto de Guarulhos.
No entanto, não apenas o Corinthians mostrou-se inconformado com a atuação da arbitragem. O Atlético Paranaense reclama a marcação do pênalti a favor do Corinthians, na primeira etapa. No lance, Ronaldo arrematou para o gol e a bola, após desviar na perna de Wagner Diniz, tocou no braço do jogador.
A marcação do também questionável pênalti para os paulistas foi motivo de conversa no intervalo da partida. O goleiro Júlio César confirmou que o alvinegro confiava em uma "compensação" de Jaílson Macedo Freitas para os paranaenses.
"Prevíamos que poderia acontecer isso, pois conversamos no vestiário que a qualquer momento no segundo tempo ele poderia compensar. Tinha uma grande pressão do Atlético Paranaense sobre ele", relatou o camisa 1 corintiano.
Após desembarcar em Guarulhos, o Corinthians segue rumo ao Parque São Jorge, onde fará um trabalho de reabilitação na academia do clube. Apenas os reservas vão a campo durante esta tarde. Adílson Batista retoma os trabalhos com os titulares nesta sexta-feira, véspera do confronto ante o Grêmio, no Pacaembu.
