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Até o Dunga gostou

São Paulo (SP)

A nova seleção brasileira encanta. Todos que gostam de futebol tomam por base a beleza na arte de jogar. Vencer é crucial, mas jogar bonito é prazeiroso, para quem ve e para quem atua. O time de Mano Menezes foi leve. Como o Santos de Dorival Junior. Dunga foi, de novo, amaldiçoado, quando a partida, e o baile nos americanos, começou. Eu mesmo, nesse espaço apregoei, antes da Copa do Mundo, que levaria o time do Santos, com alguns reforços, para a Africa do Sul.

Mas, qual era o meu grau de responsabilidade? Eu sou apenas um amante do jogo, que me encantei com o Santos na primeira hora e encampei do apelido de Cirque du Soleil, dando pelo presidente Luiz Alvaro. Já o Dunga tinha um trabalho de três anos e meio realizado. E fez o esquema dentro dos padrões vigentes por aqui, faz tempo.

Foi com esquema semelhante ao do Dunga que o Brasil ganhou a Copa de 2002. A de 1994, do Parreira, foi vencida com um jeito feíssimo de atuar.Ou seja, dá para ganhar ou perder jogando feio ou bonito. O resultado é outra coisa. A forma feiosa deixa marcas ruins. O jeito bonito passa para a história, mesmo que pós fracasso, como 1982.

Infelizmente o Santos de Dorival Junior só explodiu em março. E até por necessidade e falta de outras opções, que até foram tentadas em vão. Aí não teve jeito. Lá foi o Santos jogar do jeito que os moleques estavam acostumados. E virou essa beleza. Show para cima e para baixo, a gente tendo um outro patamar de exigencia e até querendo que o "pobre" Dunga chutasse tudo que fez antes para colocar os moleques na seleção. Seria um barato, porém, falando seriamente, uma irresponsabilidade.

Mano Menezes não tem compromisso com nada. A exemplo de Dorival Junior, só soltou os meninos e o futebol do mundo está agradecendo. Tomara que siga assim. Seleção com cara de Brasil, com base no melhor time brasileiro e a agradável volta ao tempo do futebol arte. Todo mundo adora. Por certo até o Dunga gostou e deve ter ficado com uma pontinha de inveja de não ter podido fazer o mesmo.

Se o Brasil tivesse vencido isso seria minimizado. Porém, perdeu, negou fogo e dias depois surge esse "bando" irreverente, aumentando a derrota na África. Dunga sempre foi baixo astral e isso atrai maus fluidos. Mano chegou com outra cabeça e com sorte, aproveitando a beleza do futebol do Santos e alguns reforços,usando o "uniforme três", a camisa amarela da seleção

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