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Haja fé, tricolor!

São Paulo (SP)

Depois da derrota acachapante, o pessoal do São Paulo como que se perguntava, em meio a certa incredulidade, o que teria acontecido. Entre Cleber Santana e Baresi (que foram à coletiva), nenhuma explicação técnica ou tática para os 3 a 1 tomados.

Uma só coisa, com toda dignidade, garantiram os dois: o tricolor não jogou (para eles de modo inexplicável) seu futebol normal. E mais: reconheceram com respeito a grande atuação da equipe de Celso Roth. Bom, pelo menos não tentaram disfarçar.

Decepcionante verdade é que, mais uma vez, se teve a prova de que a barca tricolor está fazendo água,necessitandor reparos. Certo que eles não poderão vir agora. Mas, para o ano, seguramente, uma reorganização, reformulando muito, será absolutamente necessária.

A torcida sabe disso e cobra. Não suporta mais ir ao estádio e sair indignada com resultados que condizem com clube grande. E a coisa chega a tal ponto, que os fanáticos das organizadas, sem chance de ver coisa melhor de seu time, a certa altura deixaram de entoar bordões de apoio e desandaram a xingar a quem só fazia seu papel com qualidade e nada tinha a ver com a pobreza de bola são-paulina - o Inter.

Na coletiva, perguntei ao técnico se está relacionando quem já está de prazo de validade vencido. Disse que "na hora certa, isso será feito" Mas não deu qualquer previsão.

O que resta a um tradicional disputante/ganhador de títulos como o São Paulo é segurar todas as pontas para não despencar na classificação. Diria que,  contra o Palmeiras, o rumo do histórico "clube da fé" terá que ter muita, muita fé, mas muita, mesmo, para não pegar a via descendente da tabela.

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