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Fugitivo, Rigondeaux agora briga por título mundial

São Paulo (SP)

São apenas seis combates em 18 meses de experiência profissional, contudo, o grande passado permite ao cubano Guillermo Rigondeaux se credenciar para lutar pelo título mundial interino da categoria supergalo (55,3k) da Associação Mundial de Boxe contra o panamenho Ricardo 'Maestrito' Córdoba. O embate será uma das preliminares de Manny Pacquiao-Antonio Margarito no dia 13 de novembro, no Dallas Cowboys Stadium, no Texas (EUA).

Para muitos é extremamente perigoso para Rigondeaux (6-0-0, 5 KOs) dar um passo tão acentuado, aliado ao fato de combater pela primeira vez em 12 roundes. O boxeador, 30, perdeu meses preciosos em sua evolução devido à disputa judicial entre promotores com quem mantinha contrato.

"Analisamos as dificuldades, mas o que pesa neste momento é o pedigree amador de Rigondeaux, somado à sua experiência, às suas centenas de lutas e os dois campeonatos olímpicos", declara Luis de Cubas que, junto com a empresa Caribe Promotions, conduz a carreira do atleta cubano.

O atleta é considerado o melhor boxeador amador de todos os tempos, mas viveu drama com passagens, inclusive, pelo Brasil. Em 2007, pouco antes da disputa dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, Rigondeaux e o compatriota Erislandy Lara 'fugiram' da cidade olímpica, mas acabaram presos e deportados depois de alguns dias.

Já em Cuba, foi deixado de lado pelos companheiros e impedido pelo governo de treinar junto com o selecionado do país. Com nenhuma opção em solo cubano, contou com a ajuda de agentes internacionais para empreender fuga e alcançar os Estados Unidos, onde está sendo apontado como futuro campeão.

Acervo/Gazeta Press
Rademacher: estreia direta por título mundial

Exceções - É raríssimo um boxeador com tão poucos combates profissionais ficar próximo de um cetro mundialista, todavia, existem exceções. Um dos casos mais conhecidos é o do também dono de medalha dourada olímpica (Montreal/76), o americano Leon Spinks que, com apenas sete lutas, desafiou o lendário Muhammad Ali para arrebatar-lhe o cinturão dos pesados, em 1978.

Outro caso famoso foi o do norte-americano Pete Rademacher, ouro em 1956, nos Jogos de Melbourne, na Austrália. No ano seguinte, logo em seu combate de estreia (22 de agosto), enfrentou o compatriota dono do cinto dos pesos pesados Floyd Patterson. Mesmo tendo derrubado Patterson uma vez no segundo round, Rademacher foi enviado à lona em seis ocasiões até perder no sexto capítulo. É o único atleta a fazer seu debut diretamente em título mundial.

LUVAS CRUZADAS

Opção pelo UFC - O peso pesado brasileiro Fábio Maldonado (22-0-0, 21 KOs) fechou contrato com o Ultimate Fighting Championship (UFC) para quatro combates. Invicto como boxeador, o atleta também registra boa marca nas artes marciais mistas (MMA), com 17 vitórias e apenas três derrotas. A troca de modalidade tem uma explicação: as bolsas são melhores no octógono do que no ringue. Maldonado luta no dia 16 de outubro contra o britânico James McSweeney, em Londres.

Opção pelo MMA - Considerada a melhor boxeadora do país, mas sem nenhum combate marcado, Simone Duarte (8-1-0, 2 KOs) também abriu portas no MMA. No último sábado, 25, fez sua estreia na modalidade superando a compatriota Raquel Brasileiro por nocaute técnico com apenas 1min25seg do primeiro round. Antes de se firmar no boxe, Duarte chegou a ser campeã nacional de kickboxing.

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