Apenas algumas horas depois da demissão do técnico Adílson Batista e o Corinthians sente a dificuldade de repor um bom nome no lugar. O presidente Andrés Sanchez e o vice de futebol, Mário Gobbi, passaram a noite em claro dando telefonemas, mantendo contatos, ouvido opiniões. Segundo as más línguas, chegaram à conclusão de que o próximo treinador precisa ser "bom de vestiário", alguém que saiba como manter a confiança dos jogadores.
Silas, por exemplo, foi lembrado. Logo descartado, exatamente por não ter jogo de cintura em situações difíceis. Parreira, por sua vez, está difícil. Treinador já foi procurado por Sanchez logo após a saída de Mano Menezes e se mostrou preocupado em deixar o Rio de Janeiro. Parreira esteve dirigindo a seleção da África do Sul e o processo todo foi muito desgastante. Talvez não queira passar por mais um drama, agora com o Timão.
Por isso, um nome surge do fundo do baú: Antônio Lopes. Hoje no Vitória, da Bahia, Lopes foi o último treinador campeão brasileiro pelo Corinthians em 2005. Na época, substituiu Márcio Bittencourt, que passava por graves problemas de relacionamento com o elenco, formado por Mascherano, Carlitos Tevez e Nilmar.
Lopes chegou, tomou conta da situação, reposicionou Tevez e, na base da raça e da garra, Timão levantou o caneco. Situação é bem parecida e, por isso, a lembrança de Lopes é oportuna.
O raciocínio é simples: faltam dez jogos e se o Timão vencer todos, provavelmente será campeão. Lopes, por outro lado, é "bom de vestiário", tem autoridade. Endurece, sem perder a ternura jamais.
E tenho dito!