Derrota de goleada, nem de time grande. Trata-se de uma questão de honra. Clube de massa entra sempre obrigado a ganhar. Empatar, vez ou outra, vá lá. Agora, perder é coisa que não cabe nos sonhos e propósitos de seus torcedores.
Tomar quatro de uma equipe que está lá na base da tabela, por todos os títulos nunca favorita ao enfrentar um Timão dentro do Pacaembu, é demais. Humilha, machuca e causa indignação.
Os gritos partidos das arquibancadas, eram resultado do choque pavoroso, dolorido, insuportável para quem entra no estádio movido por enorme paixão. A Fiel costuma apoiar sempre. Seus bordões são provas eloquentes de que até aceita sofrer, sim, mas, em dado momento (como tudo tem limite) nem ela mesmo consegue mais suportar.
Ver uma equipe jogando sem Elias, Dentinho, Jorge Henrique e Roberto Carlos e um tempo sem Chicão é muito. Para ver o que o ataque fez contra o Atlético Goianiense, ou seja, nada, o ingresso sai caro demais.
Não dá para entender tantos passes errados, falhas berrantes de finalização e a gritante sequência de bate-cabeça da defesa. O que pensar? Que todo mundo se esqueceu de como jogar bola?
Foi tudo muito mal. Um Corinthians que, ao tempo de Mano Menezes sofria críticas por jogar defensivamente, hoje é menos capaz de fazer gols do que naqueles dias de retranca. Não cabe na cabeça de ninguém.
Para a galera, na busca de um culpado ou de uma explicação, o primeiro responsável é o técnico. Historicamente o futebol reprisa muito esse filme com a de técnicos que caem. Daí, impossível a Adilson resistir mais. O peso da bronca que partia dos degraus do Pacaembu se somou ao descontentamento da diretoria. E explodiu no vesiário. Coisa mais do que lógica.
Competente em Minas, porque Adilson não deu certo no Timão? Melhor não tentar entender. Certo é deixar pra lá, virar a página e botar tudo na conta do imponderável. Às vezes é assim mesmo: técnico e time não se completam. Por alguma razão estranha, a relação não dá liga.