Eles vão indo bem. Estou falando de Carpegiani e Felipão e Martelotte.
O responsável pela mudança na rota são-paulina age com enorme sobriedade, comunicando-se com simpatia, deixando à mostra um quê de simplicidade que deve fazer bem aos jogadores e levá-los a um empenho acima do que antes dele tinham.
Já Scolari tem lá seu modo mais carrancudo de ser, bota muito "não" nas repostas aos jornalistas (preferindo despistar do que revelar suas cartas na manga) mas exerce, junto ao seu grupo, uma atitude professoral que dá resultados.
No caso do interino (não devia já estar efetivado?) orientador do Peixe, traz méritos ainda não alardeados na mídia, mas com certeza reconhecidos pela galera ao imprimir qualidade em seus planos táticos, mesmo em situações complicadas, particularmente quanto a desfalques na escalação.
Acredito que São Paulo, Palmeiras e Santos entram em campo levando já uns 40% de chances de ganhar, em casa ou fora. É a carga resultante do trabalho daqueles que têm sua atividade (estressante) ali, junto à lateral do campo.
Três personalidades, três vivências distintas, mas todas trazidas da carreira de jogador de futebol.
Ainda há, claro, quem ponha em dúvida a influência do técnico no jeito de uma equipe jogar. Posição pessoal, respeitável, mas muitas vezes desmentida por professores qualificados, muitos, até, além dos três que destaco nesta coluna.
Em esportes coletivos, a cabeça de cada componente precisa estar geladinha, pronta para o atleta alcançar seu limite. Ou não é assim que acontece com o Tricolor e o Verdão? Ao obter média de resultados perto do máximo possível, é bastante lógico atribuir resultados (quando vitórias) aos dois ingredientes levados ao gramado - treinador e time.
Nestes tempos de carência de talentos, com clubes grandes obrigados a recorrer a jovens trazidos da base para a titularidade, é justíssimo dar crédito àqueles que os escalam, posicionam e cobram. A experiência dos que já estiveram lá, vestindo a camisa de atleta é a razão do sucesso de craques e times.