Foi um São Paulo diferente. Não muito, mas foi. Velocidade, uma certa fome de bola e busca persistente do gol foram componentes evidenciados pelo menos no primeiro tempo.
Ainda que tenha esfriado no segundo período, teve lá suas chances e não aproveitou. Mesmo quando o Vitória ficou com dez homens, não foi capaz de tirar proveito. Quer dizer: falta todo um paciente trabalho para mudar o time.
De qualquer maneira, já mudou alguma coisa. Estampou um estilo Carpegiani com a defesa mais ajustada nas laterais. Isso, Jean e Diogo (bom jogador, gostei) saíram pouco para o campo adversário. Os que fizeram mais as funções de chegada para perto de Dagoberto e Fernandinho foram Lucas e Carlinhos Paraiba.
Com Rodrigo Souto e Casemiro protegendo a entrada da área, o esquema obrigou, por exemplo, Cleber Pereira a retornar, saindo da zona de atuação para tentar receber bolas mais pelos lados. Isso significou sensivel diminuição de eventuais riscos para Alex Silva e Miranda. Por conseguinte, alívio para Rogério Ceni. Talvez o goleiro artilheiro tenha sido exigido, no máximo, em quatro oportunidades.
Vá lá que a voracidade do primeiro tempo não se repetiu no segundo. Aquela falta de apetite que vem marcando, ultimamente, o time do Morumbi ainda foi notada. Não como em jogos anteriores, mas foi.
O resultado, enfim, obtido por méritos próprios, sem que a sorte precisasse ajudar, faz o torcedor são-paulino sonhar mais esperançoso.
Certo que chegar ao grupo da cabeça da tabela, visando à Libertadores, ainda é trabalho bem difícil. Em todo caso não custa acreditar.