Terrível o Corinthians pós-Adilson Batista. Fazia tempo, que eu não via um time tão apático, o que, em se tratando de Corinthians, é quase uma heresia. Você pode até não jogar grande coisa, porém tem que se matar em campo. De matar foi apenas a bolinha que o time mostrou em São Januário. Parecia em estado de choque depois de tudo que aconteceu no domingo, com a surpreendente queda do treinador.
Sei que vieram lesões, que, em alguns jogos, a equipe foi azarada, mas não dá para jogar tão mal. Quem viu o Corinthians há uns meses, talvez dias, não reconheceria o que se mostrou na noite de 13 de outubro de 2010. E logo num dia tão marcante como o 13 de outubro, aquele de 1977, o mais importante da história do clube.
Deu sono, deu tristeza, deu desânimo, ver uma equipe, que encantava e pintava como virtual campeã, tão em baixa. Está tudo de ponta cabeça. A saída de Adilson Batista foi um grave equívoco. Talvez fatal, num ano muito aguardado pelos torcedores. Não consigo entender como a equipe caiu tanto. Murchou, simplesmente. Tomou dois gols do Vasco e não teve força para reagir. Esperou o tempo passar impassível. O jogo foi modorento, interminável, nada parecido com a raça, que sempre foi símbolo do clube, mesmo nos piores momentos.
Sei lá o que vai ocorrer agora. O forte Santos está chegando, enquanto Cruzeiro e Fluminense vão escapando. Frustração é a palavra para definir o que se viu no Rio de Janeiro. Não sei o que levou a isso, mas desde 2007 não sentia um Corinthians tão coitadinho. Sei que a palavra não combina com a grandeza da equipe. Por essa razão está tudo tão inexplicável. Um Corinthians desarrumado, perdido. E dessa forma, claro, não chegará a lugar nenhum.