Colunistas - ( )

O Gavião Julio Cesar

São Paulo (SP)

Um grande goleiro é importantíssimo nas conquistas de seu time, ao mesmo tempo em que se torna razão decisiva para levantar o moral dos demais colegas em campo. Suas defesas ainda concorrem para desestabilizar os adversários. Equipe que tem um craque de verdade em seu gol joga de cabeça fria e convicta de que pode sair para o jogo porque lá atrás está alguém que pega muito.

Foi o que provou Julio Cesar, no Morumbi, quando seu time derrotou de novo o São Paulo. Suas incriveis defesas (repetindo o que vem fazendo ultimamente) foram decisivas para o Corinthians sustentar a escrita contra o rival.

A hora é de reconhecer que aquele jovem discreto, simples, sorridente e movido por justa ambição, que curtiu o banco de reservas do Timão nos melhores dias de Felipe, já fez a galera esquecer o antigo titular.

Cresceu com disciplina e dedicação obstinada. Se não superou, com certeza já se igualou a outros grandes que se tornaram ídolos no Parque São Jorge. Sua trajetória, sabemos, não foi fácil. De um começo nervoso (nunca inseguro) foi amadurecendo e agora é um especialista completo.

Dentro do primeiro tempo do clássico, três ou quatro vezes chegou ao nível de um acrobata nos saltos surpreendentes e na precisão para catar ou rebater a bola. Fez crescer a chama da tradicional garra corintiana. Desequilibrou o jogo e garantiu a vantagem iniciada pelo grande Elias.

No segundo, não foi menos brilhante nas suas jogadas. Ao contrário, como que elevou a dose de arrojo e empolgou o estádio, não só a Fiel.

Em certos momentos, vi Julio Cesar como que um pássaro voando em seu espaço, um predador preciso ao alcançar o balão, sua presa. Isso, o goleirão foi assim como um Gavião. Animado pela força empolgante partida das arquibancadas.

Publicidade

Últimas Notícias

Publicidade