Elas foram batalhadoras, tecnicamente excepcionais, estrelas capazes de continuar projetando mundialmente o nome do Brasil. Com o recente segundo lugar, superaram, com atuações impecáveis, outras tantas grandes concorrentes. Superaram porque sabem muito do seu jogo.
Atuar com qualidade de causar inveja é a rotina das garotas brasileiras que nunca falham quando têm que exibir sua encantadora perfeição nos confrontos com o primeiro mundo.
Enquanto o masculino emplaca, por seu lado, sua força que impõe enorme respeito a todos os demais competidores, o time feminino nacional faz sua parte com sobras, ali, na mesma medida disparada de grandeza.
É a prova de que este país já deixou há muito de ser apenas campeão de futebol. E não é de hoje, todos sabemos.
O jeito de ser, a maneira de gostar e a convicção de que são melhores faz um Brasil escola que ensina muitos técnicos estrangeiros a estudar pela cartilha de José Roberto Guimarães e Bernardinho.
Aí, a gente se pergunta: por que não acontece também no basquete, no atletismo, na natação (a ginástica olímpica é exceção também) uma explosão parecida. Se temos uma enorme população, clima que convida a praticar esporte e um generoso público sempre presente nos estádios e ginásios, por que não alcançamos um leque de atividades em que tenhamos patrícios entre os melhores do mundo?
Importante é repelir a velha bobagem de que ser vice é mesmo que ser último. Mentira, ser um dos primeiros é firmar-se como muito bom, como ótimo participante capaz de nos orgulhar bastante. Ou não foi assim que o público provou levando seu aplauso delirante quando as meninas vice-campeãs chegaram do Japão?
O voleibol brasileiro, há tantos anos se renovando sem perder seu altíssimo nível, repetindo sucessivas gerações de craques, é a modalidade da hora. A provar que podemos, podemos, sim, ser o país do futebol, do voleibol, da ginástica, do atletismo e (se desenvolvermos programas adequados, com seriedade e ambição) até do boxe, do handebol, da natação, da esgrima e de muitos, muitos outros, capazes de subir aos degraus do pódio a cada competição por esse mundo afora.